segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Reconhecimento, A Chave para o Progresso


O “Reconhecimento” é um dos fatores de sucesso mais importantes para nós mortais. Pouco adianta atingirmos um determinado sucesso se não formos reconhecidos. Há até aquela piada de que um sujeito vivia solitário numa ilha e salvou a Sharon Stone de um naufrágio, ficando sozinho com ela na ilha por duas semanas. Depois desse tempo, ele pediu a ela que se vestisse de homem e desse a volta na ilha. Encontraram-se do outro lado da ilha e ele virou-se para ela (vestida de homem) e disse: - Zé! Você não vai acreditar no que eu vou lhe contar. Estou sozinho numa ilha com a Sharon Stone! Estar com a Sharon Stone numa ilha, sozinho, poderia ser muito bom, mas era preciso que alguém soubesse disso, isto é que alguém “reconhecesse” aquele feito.

Da mesma forma em nossa Ordem. É preciso que membros quebrem o silêncio do “elogiar”, de “reconhecer méritos” nos membros. Temos a tendência de repetir comportamentos que nos são positivamente reforçados e o valor do reconhecimento está justamente aí. Quando “reconhecemos” um valor, esse valor tende a multiplicar-se tanto para a pessoa que foi alvo de nosso reconhecimento quanto para as demais. Assim, o reconhecimento é fundamentalmente importante para o sucesso pessoal e maçônico de qualquer um de nós. Um “muito obrigado”, um bilhete de reconhecimento, uma carta, um cumprimento sincero valem muito e nós sabemos disso. Temos que perder o medo de agradecer e reconhecer nos outros pessoas que nos auxiliam e nos ajudam a obter o que queremos. Ninguém vence sozinho. Sabemos disso. E se sabemos disso deveremos também saber “reconhecer” isso com ações concretas de “reconhecimento” e gratidão.

Vejo pessoas que têm medo de elogiar. Quando uma pessoa só é cobrada pelos seus erros, acaba isolado e vai desenvolvendo uma auto-estima baixíssima e os erros e a inércia começam a se multiplicar até que a pessoa começa a acreditar não ser capaz de acertos até mesmo nas coisas mais simples.
Faz parte também do reconhecimento dar crédito a quem realmente merece. Assim, também tenho visto “líderes” que “furtam” idéias de seus “subordinados” dizendo serem aquelas idéias de sua propriedade ao invés de creditá-las ao verdadeiro autor. Um chefe que tem o hábito (sic) de furtar idéias de seus subordinados ou até não pô-las em prática, acabará ficando isolado, pois que nenhum de seus colaboradores virá com idéias novas com o medo de tê-las furtadas ou censuradas pelo líder. Por incrível que possa parecer essa é uma prática muito comum de líderes inseguros que não compreendem que sua liderança será a cada dia mais valorizada quanto mais suportada pelo seu companheiros de colunas. Há “tempos atrás”, um “líder” “precisava” “bajular” seus superiores para manter-se no cargo (Ainda podemos ver muito isso hoje em dia). Hoje precisamos mudar essa realidade se desejarmos uma Maçonaria mais Forte e Justa. Mais Palavras e menos Medalhas!!!!


Texto de Luiz Marins - Antropólogo, autor de livros sobre Motivação e Gestão, adaptado por Marcello Borinato