quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O QUE É “SER LIVRE E DE BONS COSTUMES” NA CONCEPÇÃO MAÇÔNICA?





Livre e de Bons Costumes implica que, apesar de todo homem ser livre na real acepção da palavra, pode estar preso a entraves sociais que o privem de parte de sua liberdade e o tornem escravo de suas próprias paixões e preconceitos. Assim é desse jugo que se deve libertar, mas, só o fará se for de Bons Costumes, ou seja, se já possuir preceitos éticos (virtudes) bem fundamentados em sua personalidade.

O ideal dos homens livres e de bons costumes, que nossa sublime Ordem nos ensina, mostra que a finalidade da Maçonaria é, desde épocas mais remotas, dedicar-se ao aprimoramento espiritual e moral da Humanidade, pugnando pelos direitos dos homens e, pela Justiça, pregando o amor fraterno, procurando congregar esforços para uma maior e mais perfeita compreensão entre os homens, a fim de que se estabeleçam os laços indissolúveis de uma verdadeira fraternidade, sem distinção de raças nem de crenças, condição indispensável para que haja realmente paz e compreensão entre os povos. 

Livre, palavra derivada do latim, em sentido amplo quer significar tudo o que se mostra isento de qualquer condição, constrangimento, subordinação, dependência, encargo ou restrição. 

A qualidade ou condição de livre, assim atribuído a qualquer coisa, importa na liberdade de ação a respeito da mesma, sem qualquer oposição, que não se funde em restrição de ordem legal e, principalmente moral. Em decorrência de ser livre, vem a liberdade, que é faculdade de se fazer ou não fazer o que se quer, de pensar como se entende, de ir e vir a qualquer parte, quando e como se queira, exercer qualquer atividade, tudo conforme a livre determinação da pessoa, quando não haja regra proibitiva para a prática do ato ou não se institua princípio restritivo ao exercício da atividade. 

Bem verdade é que a maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento moral, onde nós homens nos aprimoramos em benefício de nossos semelhantes, desenvolvendo qualidades que nos possibilitam ser, cada vez mais, úteis à coletividade. Não nos esqueçamos, porém, que, de uma pedra impura jamais conseguiremos fazer um brilhante, por maior que sejam nossos esforços. 

O conceito maçônico de homem livre é diferente, é bem mais elevado do que o conceito jurídico. Para ser homem livre, não basta Ter liberdade de locomoção, para ir aqui ou ali. Goza de liberdade o homem que não é escravo de suas paixões , que não se deixa dominar pela torpeza dos seus instintos de fera humana.Não é homem livre, não desfruta da verdadeira liberdade, quem esta escravizado a vícios. Não é homem livre aquele que é dominado pelo jogo, que não consegue libertar-se de suas tentações. Não é homem livre, quem se enchafurda no vício, degrada-se, condena-se por si mesmo, sacrifica voluntariamente a sua liberdade, porque os seus baixos instintos se sobrepuseram às suas qualidade, anulando-as.

Maçom livre, é o que dispõe da necessária força moral para evitar todos os vícios que infamam, que desonram, que degradam. O supremo ideal de liberdade é livrar-se de todas as propensões para o mal, despojar-se de todas as tendências condenáveis, sair do caminho das sombras e seguir pela estrada que conduz à prática do bem, que aproxima o homem da perfeição intangível. 

Sendo livre e por conseqüência, desfrutando de liberdade, o homem deve, sempre pautar sua vida pelos preceitos dos bons costumes, que é expressão, também derivada do latim e usada para designar o complexo de regras e princípios impostos pela moral, os quais traçam a norma de conduta dos indivíduos em suas relações domésticas e sociais, para que estas se articulem seguindo as elevadas finalidades da própria vida humana. 

Os bons costumes, referem-se mais propriamente à honestidade das famílias, ao recato das pessoas e a dignidade ou decoro social. 

A idéia e o sentido dos bons costumes não se afastam da idéia ou sentido de moral, pois, os princípios que os regulam são, inequivocamente, fundados nela. 

O bom maçom, livre e de bons costumes, não confunde liberdade, que é direito sagrado, com abuso que é defeito, crê em Deus, ser supremo que nos orienta para o bem e nos desvia do mal. O bom maçom, livre e de bons costumes, é leal. Quem não é leal com os demais, é desleal consigo mesmo e trai os seus mais sagrados compromissos, cultiva a fraternidade, porque ela é a base fundamental da maçonaria, porque só pelo culto da fraternidade poderemos conseguir uma humanidade menos sofredora, recusa agradecimentos porque se satisfaz com o prazer de haver contribuído para amparar um semelhante. 

O bom maçom, livre e de bons costumes, não se abate, jamais se desmanda, não se revolta com as derrotas, porque vencer ou perder são contingências da vida do homem, é nobre na vitória e sereno se vencido, porque sabe triunfar sobre os seus impulsos, dominando-os, pratica o bem porque sabe que é amparando o próximo, sentindo suas dores, que nos aperfeiçoamos. 

O bom maçom, livre e de bons costumes, abomina o vício, porque este é o contrário da virtude, que ele deve cultivar, é amigo da família, porque ela é a base fundamental da humanidade. O mau chefe de família não tem qualidades morais para ser maçom, não humilha os fracos, os inferiores, porque é covardia, e a maçonaria não é abrigo de covardes, trata fraternalmente os demais para não trair os seus juramentos de fraternidade, não se desvia do caminho da moral, quem dele se afasta, incompatibiliza-se com os objetivos da maçonaria. 

O bom maçom, o verdadeiro maçom, não se envaidece, não alardeia suas qualidades, não vê no auxílio ao semelhante um gesto excepcional, porque este é um dever de solidariedade humana, cuja prática constitui um prazer. Não promete senão o que pode cumprir. Uma promessa não cumprida pode provocar inimizade. Não odeia, o ódio destrói, só a amizade constrói. 

Finalmente, o verdadeiro maçom, não investe contra a reputação de outro, porque tal fazer é trair os sentimentos de fraternidade. O maçom, o verdadeiro maçom, não tem apego aos cargos, porque isto é cultivar a vaidade, sentimento mesquinho, incompatível com a elevação dos sentimentos que o bom maçom deve cultivar. 

Os vaidosos buscam posições em que se destaquem; os verdadeiros maçons buscam o trabalho em que façam destacar a maçonaria. 

O valor da existência de um maçom é julgado pelos seus atos, pelo exercício do bem.


Klebber S Nascimento

08.12.2009

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Similaridades entre a Ordem Rosacruz e a Maçonaria





O rosacrucianismo, assim como a Maçonaria, é um sincretismo de diversas correntes filosóficas-religiosas: hermetismo egípcio, cabalismo judaico, gnosticismo cristão, alquimia etc. A primeira menção histórica da ordem data de 1614, quando surgiu o famoso documento intitulado “Fama Fraternitatis”, onde são contadas as viagens do alemão Rosenkreuz pela Arábia, Egito e Marrocos, locais onde teria adquirido sua sabedoria secreta, que só seria revelada aos iniciados.

Existe ligação entre a Maçonaria e os rosacruzes e essa ligação começou já na Idade Média. No fim do período medieval e começo da Idade Moderna, com inicio da decadência das corporações operativas (englobadas sob rótulo de maçonaria de Ofício ou operativa), estas começaram, paulatinamente, a aceitar elementos estranhos à arte de construir, admitindo, inicialmente, filósofos, hermetistas e alquimistas, cuja linguagem simbólica assemelhava-se à dos francos-maçons. Como a Ordem Rosa-cruz estava impregnada pelos alquimistas, como já vimos, Dara daí a ligação do rosacrucianismo e da alquimia com a Maçonaria. Leve-se em consideração, também, que durante o governo de José II, imperador da Alemanha de 1765 a 1790, e co-regente dos domínios hereditários da Casa d’Áustria, houve um grande incremento da Ordem Rosa-cruz e sua comunidade, atingindo até a Corte e fazendo com que o imperador proibisse todas as sociedades secretas, abrindo, apenas, exceção aos maçons o que fez com que muitos rosacruzes procurassem as lojas.

Ambas as Ordens são medievais, se for considerado o maior incremento da Maçonaria de Ofício durante a Idade Média e o início de sua transformação em Maçonaria dos Aceitos (também chamada, indevidamente, de “Especulativa”).Se, todavia, considerarmos o início das corporações operativas, em Roma, no século VI antes de Cristo, a maçonaria é mais antiga. Isso, é claro, levando em consideração apenas, as evidências históricas autênticos e não as “lendas”, que fazem remontar a origem de ambas as instituições ao antigo Egito.

A maçonaria é uma ordem totalmente templária, ou seja, os ensinamentos só ocorrem dentro das lojas. Já a Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz - AMORC dá ao estudante o livre arbítrio de estudar em casa ou em um templo Rosa-cruz. O estudo em casa é acompanhado à distância, e assim como a maçonaria, é composto de vários graus, que vão do neófito (iniciante) ao 12º grau, conhecido como grau do ARTESÃO.
O estudo no templo, mesmo não sendo obrigatório, proporciona ao estudante além do contato social como os demais integrantes, a possibilidade de participar de experimentos místicos em grupo, e poder discutir com os presentes os resultados, e por último, a reunião templária fortalece a egrégora da organização, o que também ocorre na maçonaria.

Da Regeneração e Imortalidade a Reformador Social.

A partir da metade do século XVIII e, principalmente, depois de José II, com a maciça entrada dos rosacruzes nas lojas maçônicas, tornava-se difícil, de uma maneira geral, separar Maçonaria e rosacrucianismo, tendo, a instituição maçônica, incorporado, aos seus vários ritos, o símbolo máximo dos rosacruzes: ao 18º grau do Rito Escocês Antigo e Aceito, ao 7º grau do Rito Moderno, ao 12º grau do Rito Adoniramita etc.

O Cavaleiro Rosa Cruz, é, como o próprio nome diz, um grau cavalheiresco e se constitui no 18º Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. A sua origem hermetista e a sua integração na Maçonaria, durante a Segunda metade do século XVIII, leva a marca dos ritualistas alquímicos, que redigiram naquela época os rituais dos Altos Graus. O hermetismo atribuído ao Grau 18 é perceptível no símbolo do grau, que tem uma Rosa sobreposta à Cruz, representando esta, o sacrifício e a Rosa o segredo da imortalidade, que nada mais é do que o esoterismo cristão, com a ressurreição de Jesus Cristo, ou seja, a tipificação da transcendência da Grande Obra.

A Maçonaria também incorporou, em larga escala, o simbolismo dos rosacruzes, herdeiros dos alquimistas, modificando, um pouco, o seu significado e reduzindo-o a termos mais reais. Assim, o segredo da imortalidade da alma e do espírito humano, enquanto é aceito o princípio da regeneração só pode ocorrer através do aperfeiçoamento contínuo do homem e através da constante investigação da Verdade. O misticismo dos símbolos rosacruzes, todavia, foi mantido, pois embora a Maçonaria não seja uma ordem mística, ela, para divulgar, a sua mensagem de reformadora social, utiliza-se do misticismo de diversas civilizações e de várias correntes filosóficas, ocultistas e metafísicas.

As Iniciações.

Uma singularidade entre a AMORC e a Maçonaria, são as iniciações nos seus respectivos graus, sendo que para ambas, a primeira é a mais marcante. No caso da Maçonaria a iniciação é ao grau de Aprendiz, e da AMORC, a admissão ao 1º grau de templo. As iniciações têm o mesmo objetivo, impressionar o iniciante, levá-lo à reflexão, para que ele decida naquele momento se deve ou não seguir adiante, e se o fizer, assumir o compromisso de manter velado todos os símbolos, usos e costumes da instituição de que fará parte.

O Simbolismo

Vários são os símbolos comuns às duas instituições, a começar pela disposição dos mestres com cargos, lembrando os pontos cardeais, e a passagem do Sol pela Terra, do Oriente ao Ocidente.
Cada ponto cardeal é ocupado por um membro. A figura do venerável mestre na maçonaria, ocupando sua posição no Oriente, encontra similar na Ordem Rosa-cruz, na figura de um mestre instalado, que ocupa seu lugar no leste. A linha imaginária que vai do altar dos juramentos ao Painel do Grau, e a caminhada somente no sentido horário, também é similar. Em ambos os casos o templo é pintado na cor azul celeste, e a entrada dos membros ocorre pelo Ocidente.

O altar dos juramentos encontra semelhança no Shekinah na ordem Rosa Cruz, sendo que neste último não se usa a bíblia ou outro livro, mas sim 3 velas dispostas de forma triangular, que são acesas no início do ritual e apagadas ao final deste, simbolizando a luz, a Vida e o Amor.

Outra semelhança é o uso de avental por todos os membros iniciados ao adentrarem o templo, enquanto que os oficiais, (equivalente aos mestres com cargo), usam paramentos especiais, cada qual simbolizando o cargo que ocupa no ritual. O avental usado pelos membros não diferencia o grau de estudo. Algumas das diferenças ficam por conta da condução do ritual, onde na rosa cruz tem caráter místico-filosófico.

Os iniciantes na Ordem Rosa Cruz recebem seus estudos em um templo separado, anexo ao templo principal (Pronaos), enquanto os aprendizes maçons recebem suas instruções juntamente com os demais irmãos e, finalmente, o formato físico da loja maçônica lembra as construções greco-romanas, enquanto que a Ordem Rosa Cruz (AMORC) lembra as construções egípcias.


Fonte: Blog "Nós Fraternos" - Post do ano de Julho/2010.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Como reclamar por serviços mal prestados




Telefonia, bancos e cartão de crédito estão entre serviços com mais reclamações. Para não ser enganado, arma número um do consumidor é conhecer seus direitos. 

Telefonia fixa e celular, aparelhos de telefone, cartões de crédito e bancos. São estes quatro setores que lideram as reclamações de consumidores - somente em São Paulo, mais de 12 mil pessoas ligaram para o Procon de São Paulo para reclamar de serviços mal prestados ou descumprimento de contratos. Para evitar dores de cabeça, a principal arma do consumidor é conhecer seus direitos. 

Reclamar foi o que fez o advogado paulista José Maria Nader, que teve problemas com a linha de seu telefone celular, que foi clonada. "Estava em Ilhabela (litoral paulista) quando descobri que minha linha estava bloqueada. A operadora queria que eu comprasse um aparelho novo para resolver o problema, mas eu não aceitei", diz. 

Depois de mais de 45 dias de briga, conseguiu que a operadora lhe desse o aparelho e mais dois meses de isenção de assinatura mensal, como compensação pelos transtornos. "Não era minha culpa, eles é que tinham que resolver", diz o advogado. 

Desde 1990, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege o consumidor nas relações de consumo. Mas muita gente ainda desconhece seus direitos. Por isso, o G1 elaborou um guia com as reclamações mais comuns com a ajuda de Maria Inês Dolci, da Associação Pro Teste; Maíra Feltrin, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec); e de Dinah Barreto, da Fundação Procon de São Paulo. 

> Em caso de descumprimento, alertam as especialistas, vale sempre buscar os órgãos de defesa do consumidor (Procon, Idec) e as agências reguladoras e órgãos responsáveis, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Banco Central. 

TELEFONIA FIXA E CELULAR 

Problema 1: Cobrança indevida/abusiva 

O consumidor deve pedir sempre a fatura detalhada da conta de telefone, que discrimina todas as chamadas para evitar a cobrança indevida. Ao percebê-la, o cliente deve entrar em contato com a concessionária e informar o erro, anotando protocolo de atendimento, data, horário e nome do atendente. A empresa tem dez dias para verificar se houve ou não erro. 

Problema 2: Dúvidas sobre cobrança, valores, reajustes 

As empresas são obrigadas a detalhar a fatura das contas de telefone sem cobrar a mais por isso. Também estão obrigadas a enviar cópia do contrato de prestação de serviço, independente de solicitação do cliente, até depois cinco dias da contratação. 

Problema 3: Vício de qualidade 

A telefonia é considerada um serviço essencial. Por conta disso, a concessionária tem obrigação de verificar o problema tão logo acionada pelo consumidor. O cliente deve informar a empresa sobre a existência de problemas no serviço, sempre anotando o horário da falha; data, horário e nome da pessoa que o atendeu, além de número de protocolo de atendimento, quando houver. 

TELEFONE - APARELHOS 

Problema 1: Produto entregue com vícios/defeitos 

O Código de Defesa do Consumidor estabelece o direito do comprador a um produto em perfeitas condições de uso. Em caso de defeito, o primeiro passo é procurar a loja onde o produto foi comprado ou o fabricante – onde for mais prático. O prazo para reclamação é de 30 dias. Caso ele não seja cumprido, o consumidor deve ser restituído. 

Problema 2: Prazos de garantia 

Independente da existência de um contrato, a lei estabelece prazo de 30 dias para o consumidor reclamar de problemas em produtos não-duráveis e 90 dias para produtos duráveis – o prazo começa a partir da entrega. 

Problema 3: Não entrega/demora na entrega do produto 

A empresa é obrigada a cumprir o prazo de entrega, instalação ou montagem de qualquer produto. Sempre que combinar um prazo para entrega de um produto, o cliente deve solicitar uma comprovação por escrito e guardar a nota fiscal. Em caso de descumprimento, o consumidor pode desistir da compra, exigindo a devolução do valor pago corrigido, ou aceitar outro produto equivalente. 

CARTÕES DE CRÉDITO 

Problema 1: Cobrança indevida 
Em caso de cartões de crédito não solicitados, quem decidir aceitar o cartão recebido deve negociar o não-pagamento da anuidade antes de desbloqueá-lo. Se a opção for por não utilizá-lo, não é preciso avisar a empresa, mas é bom quebrar o cartão, para que ele não venha a ser usado por terceiros. Em caso de qualquer cobrança indevida, o consumidor pode solicitar indenização por danos morais na Justiça. 

Problema 2: Contrato 

Ao adquirir um cartão de crédito, o consumidor deve ler atentamente o contrato e saber todas as condições de prestação do serviço. Se houver alguma dúvida, o fornecedor é obrigado a esclarecer. Ele só precisará cumprir as regras expressamente contidas no contrato. 

Problema 3: Lançamento não reconhecido na fatura 

Ao receber a fatura do cartão de crédito, o consumidor deve verificar se os débitos correspondem aos pagamentos feitos. Se houver algum débito não reconhecido, a operadora deve ser notificada imediatamente, de preferência por escrito. Se a comunicação for feita por telefone, é importante anotar data, horário e nome do atendente. Enquanto o débito não for esclarecido, o consumidor não precisa pagar o valor referente a elas. 

BANCOS 

Problema 1: Movimentação não reconhecida 

O extrato bancário é a principal arma do cliente. Se alguma movimentação na conta não for reconhecida, o gerente do banco deve ser informado imediatamente. Enquanto o débito é verificado, o banco deve devolver o dinheiro ao cliente. Caso o problema seja decorrente de uma transação eletrônica (caixa eletrônico ou internet), é responsabilidade do banco provar sua autoria. 

Problema 2: Cobrança indevida 

O banco não pode cobrar do consumidor tarifas ou serviços não previstos em contrato. Se isso ocorrer, o cliente tem direito a ser ressarcido em dobro. O extrato bancário deve ser guardado como comprovante dos débitos e o gerente avisado sobre o problema. Se o banco não solucionar a questão, o cliente deve recorrer aos órgãos de defesa do consumidor. 

Problema 3: Contrato 

Mais uma vez, o contrato é um direito do consumidor e deve ser fornecido no momento da abertura da conta. O cliente deve lê-lo atentamente para conhecer seus direitos e deveres. A falta deste deve ser comunicada aos órgãos de defesa do consumidor. O Banco Central também deve ser informado.
Fonte: www.globo.com

domingo, 5 de agosto de 2012

Falta de moedas de 1 centavo - Comerciantes lesam consumidores



Cada vez mais raras, moedas de 1 centavo causam prejuízo aos consumidores e lucro extra aos comerciantes


Cadê o R$ 0,01? – Sabe quantas moedas de R$ 0,01 existem em “circulação”? O Banco Central, é bom lembrar, parou de cunhar em 2004 as moedinhas que sumiram na hora de se efetuar o troco no dia a dia. A resposta à questão é: pelos menos 3 bilhões de moedinhas deveriam estar no mercado, segundo a assessoria da instituição estatal. A reboque da falta de moedas, em geral, o que se vê são estabelecimentos comerciais, supermercados, por exemplo, praticando a injusta arredondada para cima ao fornecer o troco nas compras. Assim, no final do dia, a sobra de dinheiro por conta da ausência das tais moedinhas acaba se pulverizando nos caixas dos comerciantes.

É notória a má-fé do comerciante que procura quebrar preços nos centavos de real. Sem contar a ancestral e conhecida estratégia de marketing dos 0,99, para dar a impressão de que o produto em oferta é mais barato. Vale lembrar que o comerciante é responsável por proporcionar o troco preciso, nem para mais nem para menos.

Em geral, o consumidor acaba deixando o assunto de lado para não se estressar. Mas, no final de um dia, de um mês, os centavos “desprezados” acabam equivalendo a um quilo de alimento não perecível, até mesmo a um quilo de carne, ou muito mais.

O Código de Defesa do Consumidor regulamentou que é direito do cliente receber o troco de forma integral, mesmo que seja o equivalente a R$ 0,01. E ainda que no caso de não haver o troco exato, o comerciante deverá instruir seus funcionários a arredondar o valor do produto para menos. Isso é dever e não favor do proprietário do estabelecimento comercial. Mas, na luta pelos seus direitos, a dor de cabeça sempre sobra para o consumidor. Os Procons instruem a quem se sentir lesado pela falta de troco a registrar queixa nos órgãos de instância de defesa do consumidor. Para tanto, deverá apresentar a nota fiscal, bem como testemunhas.

Também está na lei que negar troco é infração passível de multa, sendo que o estabelecimento comercial pode ser interditado e até ter a suspensão do serviço prestado. O hábito da maioria dos comerciantes de oferecer balas como moeda de troca é ilegal. O Código do Consumidor prevê que só pode ocorrer o nefasto uso das balinhas quando o consumidor concordar com a suposta compensação. Mas onde está a campanha publicitária de esclarecimento? Não existe. Inclusive, campanha publicitária de um cartão de crédito usou a falta de troco ou uso de balinhas como mote para convencer o consumidor a usar mais o dinheiro de plástico da sua bandeira.

Na falta das moedinhas, cabe ao comerciante, instruído pelo Banco Central, solicitar à gerência da agência do banco onde é correntista. Outra saída indicada pelo BC é entrar em contato com a associação de classe para fortalecer a busca pelos níqueis em extinção. Mas, fica difícil quando nem os próprios bancos dispõem das moedas de um centavo, invariavelmente.

O que se vê comumente é o comerciante argumentar que o Banco Central paralisou a produção da moedinha. No entanto, oficialmente, o Banco Central sustenta, como citado no início da matéria, que há em circulação cerca de 3 bilhões das tão necessárias moedas de um centavo de real. Considerando-se que não é mais hábito colocar as moedas de um centavo em cofrinhos, a pergunta que não quer calar é factual: onde estão as benditas moedinhas?

domingo, 29 de julho de 2012

Poema à Amizade (Albert Einstein)




Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.


Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.


Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade reaproximar-nos-á.


Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda existir amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.


Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e lembraremos para sempre.


Há duas formas para viver a vida:


Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.


Albert Einstein - Maçom

terça-feira, 24 de julho de 2012

Carta de um Maçom a seu Filho




"Carta de um Maçom a seu Filho"

Meu Filho,

Quando você parar de me contar - como ainda você faz - as suas brincadeiras e as suas coisas pessoais; quando você não tiver mais medo da "escuridão" e decidir abrir, finalmente, as páginas desses livros desconhecidos que hoje você somente olha, talvez mal ajeitados, na estante do meu escritório, e que conservo com muito carinho; quando for adulto, aproxime-se desses senhores que hoje você acha misteriosos e que, se bem não te desagradam, te merecem tão somente certa indiferença.

Procura essas pessoas que, freqüentemente, me ligam ou me visitam e com quem compatilho algumas horas, a cada semana, nesses dias que você vê eu chegar mais tarde em casa. Sim, procura esses homens que a sociedade identifica como "Os Maçons" e que eu chamo, orgulhosamente de, "Meus Irmãos". 

Tantas vezes você os viu e ouviu que, provavelmente, já conheça todos eles. A grande maioria são jovens; alguns, homens maduros; e outros, com as suas testas coroadas por cabelos grisalhos, do mesmo jeito que algumas montanhas mostram seus cumes, cobertos pelo branco da neve. Mas todos eles me permitiram beber da fonte da sabedoria. Todos, por igual, abriram seus peitos como se abre uma cesta para receber as confidências, a alegria, os infortúnios e decepções, os projetos e as ilusões do melhor amigo. Sim, procura essas pessoas, sem importar o longo caminho a ser percorrido, nem quantos os obstáculos que devam ser vencidos. Decidido a procura-los, o Ser Supremo vai mostrar-te o caminho. E quando souber o que é que eles fazem, como pensam e o que pretendem, desde que o teu espírito esteja satisfeito, e achadas todas as tuas respostas, junte-se a eles e siga-os. 

Mas, se mesmo depois de analisar os seus princípios, as tuas dúvidas continuarem sem resposta, então, meu Filho, saia do caminho, com a decência de um homem bem nascido. Se eu ainda for vivo, baterei palmas à tua decisão, a aceitarei, pois você terá estudado antes de definir e porque conseguiu analisar a tua escolha, ou seja, terá decidido por você mesmo, após ter pensado e raciocinado. 

E, caso eu tiver passado para o Oriente Eterno, vou pedir ao Grande Arquiteto do Universo para enfeitar a tua vida com os atributos que sempre procurei para você e que, Maçom ou não, o Mundo te reconheça como sendo um homem honesto, virtuoso, justo, respeitável, oposto a todo gênero de opressão e com um profundo amor pela humanidade.

Seu Pai e Maçom com muita Honra.

(Desconheço o autor)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Oração do Papa João XXIII pelos maçons




Senhor e Grande Arquiteto,


Nós nos humilhamos a Teus pés e invocamos o Teu perdão pela heresia que, no curso dos séculos, nos impediu de reconhecer em nossos Irmãos Maçons, os Teus seguidores prediletos. 

Lutamos, sempre contra o livre pensamento, porque não havíamos compreendido que o primeiro dever de uma Religião, como afirmou o Concílio, consiste em reconhecer o direito de não se crer em Deus . 

Havíamos perseguido todos aqueles que, dentro da própria Igreja, haviam se distanciado do caminho da Verdade, inscrevendo-se nas Lojas, desprezando todas as injunções e ameaças. 

Havíamos, pensadamente, acreditado que um sinal da Cruz pudesse ser superior a três pontos formando uma pirâmide. 

Por tudo isso, nos penitenciamos, Senhor e com o Teu perdão, Te rogamos, nos faça sentir que um compasso, sobre um novo altar, pode significar tanto quanto velhos crucifixos.

Amém!

sábado, 14 de julho de 2012

Leo Taxil - O inicio dos boatos e mentiras sobre a Maçonaria




Gabriel Jogang Pagés, francês nascido em 1854, com o pseudônimo de Leo Taxil, tornou-se origem das acusações de luciferismo e cultos satânicos contra a Maçonaria, acentuando a discordância entre esta última e o Clero.

Leo Taxil teve uma juventude turbulenta, estudando em diversos colégios católicos dos Jesuítas, sendo expulso de alguns deles e sai da casa paterna antes dos 16 anos.

Dedicado inteiramente ao jornalismo, em 1871 já com o pseudônimo de Leo Taxil, para ludibriar seu severo pai, ingressa no “A Igualdade”; funda posteriormente o “La Marote”, a “Jovem República” e em 1874 dirige “O Furacão”.

Em todas essas ocasiões, seus artigos eram uma seqüência de folhetins anticlericais, dos mais violentos, sofrendo diversos processos por excesso de linguagem. Em 1876, foge para a Suiça, voltando posteriormente a Paris. Tinha 24 anos e começa uma carreira vertiginosa uma vez que os republicanos e anticlericais triunfavam. Em 1879 funda a Biblioteca Anticlerical e alimenta a França com uma enxurrada de panfletos sensacionalistas. Ganhou, com o passar dos anos, muito dinheiro e diversos processos movidos pelo Clero.

Em 1881, Taxil havia sido Iniciado na Loja Maçônica “Os Amigos da Honra Francesa”, da qual foi expulso após dez meses, ainda na fase de Aprendiz.

O interesse pela sua literatura sensacionalista decai, as vendas sofreram brusca queda, o que fez que, em 1885, após intensa atividade anticlerical, Leo Taxil declara-se “convertido”, repentinamente, sem transição alguma. Confessa-se e passa a viver com os clericais freqüentando bibliotecas religiosas e aplica um novo golpe: começa a escrever contra a Maçonaria.

Assim, na condição de “católico penitente”, dedica-se, a partir de 1885 à publicações antimaçônicas. Seus livros descreviam rituais maçônicos entremeados de fantasias mirabolantes, passando posteriormente, a inventar e descrever rituais fantásticos, cultos luciferinos, satânicos. Esses livros eram devorados pelos leitores ávidos de sensacionalismo, tornando-se um grande e lucrativo negócio.

O negócio floresceu e chegou ao ponto culminante com a invenção de “Miss Diana Vaughan” no seu livro “As Irmãs Maçons”, onde tal personagem era a sacerdotisa de um culto demoníaco feminino a que chamou de Palladismo. Tal personagem queria livrar-se das garras do satanismo e voltar à Santa Igreja Católica mas era impedida pelos Maçons.

As autoridades eclesiásticas apoiavam de público e através de cartas as “revelações” do autor, chegando algumas delas a oferecer auxílio à fictícia Diana Vaughan. Em visita ao Vaticano, Leo Taxil foi cordialmente recebido por Cardeais e teve uma entrevista pessoal com o próprio Leão XIII.

As obras de Taxil foram traduzidas em diversos idiomas e seus artigos publicados em revistas e jornais católicos. Outros autores, influenciado pelo sucesso de Taxil, e tomando-o como referência, começaram também a explorar o mesmo tema. Durante doze anos toda essa miscelânea de imbecilidades forjadas por Leo Taxil foi devorada por um público cativo.

Apesar da desconfiança de algumas autoridades de tudo não passar de um embuste, os livros de Taxil continuavam a ser vendidos. Sua influência crescia também em outras nações, a ponto de na Espanha e Bélgica serem formadas comissões especiais para investigação da Maçonaria.

Até que finalmente, na Itália, em setembro de 1896, realizou-se um Congresso Antimaçônico em Trento, incentivado pelo Papa Leão XIII. Lá, algumas manifestações de descrédito dos exageros de Taxil começavam a aparecer. O monsenhor alemão Gratzfeld, provou que Miss Diana Vaughan era um embuste, mas não foi levado a sério.

Comissões foram criadas e aí começaram a aparecer dúvidas sobre a veracidade dos escritos e das personagens. Começava, assim, o fim de uma mistificação.

Depois de muito relutar, na Sociedade Geográfica de Paris, Taxil denunciou sua própria fraude, gabando-se de ter conseguido iludir as autoridades eclesiásticas por doze anos. A reação às declarações de Taxil foi de tal ordem que ele teve de deixar o local sob proteção policial. Não mais se ouviu falar sobre Taxil que veio a falecer em 1907.

Eleutério Nicolau da Conceição em Maçonaria Raízes Históricas e Filosóficas - 1ª edição - São Paulo - Editora Madras - 1998, esclarece: “todavia, aplica-se a este caso a conhecida figura do travesseiro de penas sacudido ao vento: é impossível recolher todas as penas”. De tempos em tempos, aparecem livros antimaçônicos, inspirados nas idiotices de Leo Taxil, ou de outro autor inspirado por ele.

E, assim, os Maçons norte americanos, que periodicamente sofrem campanhas movidas por igrejas fundamentalistas, repisando sempre as mesmas teclas de Leo Taxil, referem-se à fraude como “The lie that will never die” – a mentira que nunca morrerá.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Prince Hall e a Maçonaria Afro-americana




Prince Hall foi um escravo africano em solo norte-americano que, ao completar 21 anos de idade, recebeu de seu patrão, William Hall, sua carta de alforria. Daí em diante, Prince Hall se tornou um ativista da liberdade, tendo como uma de suas primeiras iniciativas a reunião de um grupo de homens negros livres para iniciarem na Maçonaria. Ele alcançou esse intento no dia 06 de Março de 1775, sendo iniciado com outros 14 negros numa Loja militar irlandesa. Os graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre foram concedidos em apenas um dia, e Prince Hall conseguiu uma permissão para fundar uma Loja com aqueles membros: a “African Lodge”, funcionando em Boston, Massachusetts.

No ano seguinte, estoura a Guerra de Independência dos EUA e Prince Hall, junto da maioria dos irmãos da “African Lodge”, aderem à guerra pela liberdade de seu país. Ao final da guerra, a “African Lodge” encontra-se com 33 membros. A Maçonaria norte-americana começa, em cada Estado, seus esforços para se organizar, já que as Lojas na época possuíam cartas constitutivas expedidas pelas Grandes Lojas dos Antigos, dos Modernos, da Irlanda e da Escócia. Em alguns Estados norte-americanos duas Grandes Lojas surgiram, uma seguindo o sistema dos Antigos e outra dos Modernos.

É nesse cenário que Prince Hall, crendo no princípio de igualdade preconizado pela Ordem Maçônica, tenta filiação da “African Lodge” na nova Grande Loja de Massachusetts. Porém, os maçons brancos ainda não haviam interiorizado os ensinamentos maçônicos, e recusaram-se a filiar a Loja.  A Loja então solicitou a carta à Grande Loja da Inglaterra (Modernos), que, em 06 de Maio de 1787, acabou atendendo ao pedido, passando a “African Lodge” a adotar o número “459” daquela Grande Loja.

Em 1792, após receber visitas de grupos de maçons negros da Pensilvânia e de Rhode Island, a “African Lodge” concedeu a esses grupos permissão para criarem Lojas para negros em seus Estados. Nessa época, ela ainda se encontrava sob os auspícios da Grande Loja da Inglaterra (Modernos). Em 1813, quando da fusão das duas Grandes Lojas Inglesas, a “African Lodge” foi retirada da lista de Lojas da agora Grande Loja Unida da Inglaterra, a qual alegou falta do envio da anuidade.

A “African Lodge” tentou reestabelecer a filiação à GLUI até 1827, tendo todas as suas correspondências sido ignoradas ao longo dos anos. Foi quando a “African Lodge” se uniu às duas Lojas que havia colaborado para a fundação, uma da Pensilvânia e a outra de Rhode Island, e criaram sua própria Grande Loja. Em homenagem ao seu fundador, Prince Hall, que havia falecido em 04 de Dezembro de 1807, adotaram o nome de “Grande Loja Prince Hall”.

Herman Eggleston


Atualmente, há 45 Grandes Lojas Prince Hall que, juntas, somam mais de 4.000 Lojas e de 250.000 membros. Isso é mais do que a GLUI, mais do que a soma da Maçonaria Regular Brasileira.

Websites da Prince Hall Freemansonry

www.princehall.org - Massachussets
www.mwphglnj.org - New Jersey
www.mwphglin.org - Indiana
www.mwphglmd.org - Maryland

domingo, 8 de julho de 2012

A importância da Doação de Sangue




O sangue é uma substância essencial à vida, responsável pelo transporte de oxigênio, nutrientes, células, hormônios, enzimas e uma infinidade de outros elementos. Este texto explicará o processo de doação de sangue.

Em todos os hospitais do mundo, diariamente, são realizadas transfusões sanguíneas. A transfusão de sangue é um procedimento médico realizado para salvar vidas e para tratar doentes em estado grave. 

Não existe sangue artificial, nem outra substância que possa substituí-lo, portanto, para que haja transfusão, é preciso que haja doação.

A doação de sangue é um ato voluntário de generosidade ainda pouco difundido na população. Estima-se que apenas 1 a cada 30 pessoas seja doadora, uma proporção muito pequena, ainda mais quando se sabe  que 1 a cada 3, eventualmente, necessitará de uma transfusão ao longo de sua vida.

DOAÇÃO DE SANGUE

O ato de doar sangue deve ser sempre voluntário, porém, nem todos os candidatos estão aptos para serem doadores, o que só aumenta a necessidade de um volume maior de candidatos.

Os requisitos básicos para ser um candidato a doação de sangue são:

- Estar bem de saúde.
- Ter mais de 18 e menos de 60 anos.
- Pesar mais que 50 kg.
- Homens não podem doar sangue 2 vezes em um espaço menor que 60 dias, respeitando o limite máximo de 4 doações por ano. 
- Mulheres não podem doar sangue 2 vezes em um espaço menor que 90 dias, respeitando o limite máximo de 3 doações por ano.  
- Mulheres não podem estar grávidas, nem amamentando.
- Mulheres não podem ter tido um aborto ou parto há menos de 3 meses.

Se você se enquadra nestes requisitos, já pode se candidatar (ou recandidatar) a doação. Para que o procedimento não traga riscos nem ao doador, nem ao receptor do sangue, algumas outras condições devem ser respeitadas.

Portanto, não podem doar sangue:

- Diabéticos insulino-dependentes (leia: DIABETES MELLITUS | DIAGNÓSTICO E SINTOMAS)
- Pessoas que têm ou tiveram sífilis (leia: SÍFILIS | SINTOMAS E TRATAMENTO)
- Pessoas que têm ou tiveram hepatite viral após os 10 anos de idade (leia: AS DIFERENÇAS ENTRE AS HEPATITES)
- Pessoas com câncer (leia: CÂNCER (CANCRO) | SINTOMAS E DEFINIÇÕES) 
- Portadores do vírus HIV (leia: SINTOMAS DO HIV E AIDS (SIDA))
- Pessoas com doença pulmonar tipo DPOC (leia: DPOC | ENFISEMA E BRONQUITE CRÔNICA)
- Pessoas com insuficiência renal crônica (leia: INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA | SINTOMAS)
- Pessoas com passado de tuberculose extra-pulmonar (ler: TUBERCULOSE | SINTOMAS E TRATAMENTO)
- Pessoas com antecedentes de AVC (leia: AVC | ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL | DERRAME CEREBRAL)
- Portadores do vírus HTLV I ou HTLV II 
- Pessoas que tiveram malária ou que tenham morado em região endêmica nos últimos 6 meses. 
- Pessoas com doença de Chagas ou que tenham contato com o inseto barbeiro
- Portadores de doenças auto-imunes (leia: DOENÇA AUTO-IMUNE) 
- Pessoas que sofrem de epilepsia
- Pessoas com doenças psiquiátricas que gerem inimputabilidade jurídica 
- Pessoas com comportamento de risco tais como não usar preservativos em relações sexuais, ter tido mais de dois parceiros sexuais nos últimos 3 meses ou ser usuário de drogas injetáveis 

Impedimentos temporários para doação de sangue

Algumas situações impedem a doação apenas temporariamente. Neste caso, o candidato pode será orientado a retornar ao banco de sangue quando já não mais tiver nenhum tipo de impedimento. Abaixo, listo as situações que podem impedir a doação de sangue apenas de modo temporário.

- Estar em jejum. O doador deve se alimentar tendo apenas o cuidado para não ingerir comidas muito gordurosas dentro das 4 horas que antecedem a doação.
- Hipertensão não controlada. Para poder doar sangue é preciso que no momento da coleta a pressão arterial esteja abaixo de 180 x 100 mmHg (leia: HIPERTENSÃO (PRESSÃO ALTA) | SINTOMAS E TRATAMENTO)
- Diabetes tipo 2 descontrolado. 
- Ter sido tatuado ou colocado piercing há menos de 1 ano (leia: BODY PIERCING | PERIGOS E COMPLICAÇÕES)
- Ter realizado sessão de acupuntura sem material descartável há pelo menos 1 ano.
- Atraso menstrual em mulheres em idade fértil. 
- Diarréia na última semana.
- Tuberculose pulmonar nos últimos 5 anos.
- Dengue no último mês (leia: DENGUE | MOSQUITO DA DENGUE | Sintomas e tratamento)
- Ter ingerido bebida alcoólica até 24 horas antes da doação.
- Não ter dormido por pelo menos 6 horas na noite anterior a doação.
- Ter recebido transfusão de sangue há menos de 1 ano.
- Pessoas com doença febril não devem se candidatar a doação de sangue até estarem clinicamente curadas (leia: O QUE SIGNIFICA E POR QUE TEMOS FEBRE ?)

Vacinação e doação de sangue (leia: VACINAS - Calendário de vacinação, efeitos colaterais)

Uma das dívidas que surgem mais frequentemente é em relação a vacinações antes da doação.  

a) Vacinas com vírus ou bactérias vivos atenuados

- Pólio Oral (Sabin), Febre Tifóide Oral, Sarampo, Caxumba (Parotidite), Febre amarela, BCG = Intervalo mínimo de 3 semanas para doação de sangue
- Rubéola, Varicela (Catapora), Varíola = Intervalo mínimo de 4 semanas para doação de sangue

b) Vacinas com  vírus ou bactérias mortas ou com toxóides

- Cólera, Pólio (Salk), Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite, Hepatite A, Pneumococo, Febre Tifóide (Injetável), Leptospirose, Brucelose, Peste = Intervalo mínimo de 48 horas para doação de sangue
- Hemophillus influenzae, Hepatite B recombinante, Influenza (gripe) = Intervalo mínimo de 4 semanas para doação de sangue 

 - Vacinação contra raiva humana após exposição a animal suspeito = Intervalo mínimo de 1 ano para doação de sangue (leia: RAIVA HUMANA | Transmissão, sintomas e vacina)

Cirurgias e tempo de intervalo para doação de sangue

- Extração dentária = 72 horas
- Cirurgias de pequeno porte como para apendicite (leia: APENDICITE | Sintomas e causas), correções de hérnias, retirada das amígdalas (leia: DOR DE GARGANTA | FARINGITE | AMIGDALITE), cirurgia de varizes etc... = 3 meses
- Cirurgias de médio e grande porte como colecistectomia (retirada da vesícula), nefrectomia (retirada de um rim), histerectomia (retirada do útero), nódulo de mama, ressecção de aneurismas, politraumatimos etc... = 6 meses a 1 ano
- Cirurgia cardíaca, pneumectomia (retirada de um pulmão), gastrectomia (retirada do estômago), esplenectomia (retirada do baço) = inaptidão definitiva.

Esses intervalos podem mudar de acordo com a avaliação feita pelo banco de sangue.

Quais remédios contra-indicam a doação de sangue?

Na maioria dos casos, estar tomando remédios não contra-indica a doação, uma vez que concentração da droga por unidade de sangue costuma ser baixa. Muitas vezes o que contra-indica a doação é a doença que está sendo tratada e não o próprio medicamento. Por exemplo, pessoas tomando antibióticos não devem doar sangue por causa da infecção que está ativa e não pelo simples fato de haver antibiótico circulante no sangue.

Existem, porém, algumas poucas drogas que são contra-indicadas para doação de sangue por causarem má-formações em fetos mesmo quando em concentrações muito pequenas no sangue, o que é preocupante para grávidas que possam vir a  precisar de transfusão sanguínea.
 Isotrentinoína (Roacutan®) usada para o tratamento da acne (leia: ACNE | CRAVOS | ESPINHAS | Causas e tratamento) e a Finasterida usada para hiperplasia benigna de próstata (leia: CÂNCER DE PRÓSTATA | HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA) e calvície (leia: CALVÍCIE | QUEDA DE CABELO | Causas e tratamento) não podem ter sido administradas nos últimos 30 dias antes da doação.
Dudasterida, também usada para hiperplasia benigna de próstata não pode ter sido tomada nos últimos 6 meses
A Acitretina usada na psoríase não pode ter sido tomada nos últimos 3 anos. Alguns bancos de sangue consideram o uso da Acitretina como contra-indicação definitiva, independente do tempo de suspensão.
O Etretinato, também usado na psoríase, contra-indica a doação para o resto da vida, já que ainda é possível detectá-lo no sangue mesmo vários anos após o fim do tratamento.
Pacientes em uso de coagulantes como Varfarina e Heparina também não devem doar sangue. Pacientes que usaram aspirina ou anti-inflamatórios nos últimos 5 dias ou clopidogrel e/ou ticlopidina nas últimas 2 semanas, também não estão aptos a doar.

Como é feita a doação de sangue?


O candidato é primeiramente questionado sobre sua atual condição de saúde e seu histórico clínico à procura de dados que possam contra-indicar a doação de sangue, seja temporariamente ou de modo permanente. É também realizada uma rápida avaliação dos sinais vitais e uma gota de sangue é retirada do dedo para determinação do grupo sanguíneo e para saber se o paciente está com anemia. (leia: ANEMIA |CAUSAS E SINTOMAS).

Durante a doação são retirados cerca de 450 ml de sangue, o volume de uma bolsa de sangue. O procedimento todo, desde a entrevista à doação do sangue propriamente dita, dura menos de 1 hora.

O volume de sangue retirado é sempre o mesmo, pois as bolsas são padronizadas com uma quantidade exata de anticoagulante. Qualquer volume de sangue a mais ou a menos pode resultar em um sangue sem qualidade para a transfusão.

Doar sangue é seguro?

 Todo o material usado para coleta do sangue é esterilizado e descartável, não havendo risco de contrair doenças.

Cerca de 7% a 8% do nosso peso equivale ao volume de sangue circulante. Ou seja, em uma pessoa de 50 quilos há algo em torno de 4 litros de sangue dentro dos vasos. Os 450ml de sangue doados seriam, portanto, aproximadamente 10% do volume de sangue circulante. Por isso, pessoas muito magras não devem ser doadoras, pois a quantidade necessária para preencher um bolsa ultrapassa o limite de segurança.

O corpo repõe:
- Em 24 horas a quantidade de líquido doada.
- Em 4 semanas a quantidade de hemácias (glóbulos vermelhos) 
- Somente em 60-90 dias, os estoques de ferro » Daí o intervalo mínimo obrigatório entre as doações.

Mantidos os cuidados acima, a doação de sangue é um procedimento praticamente inócuo. Eventualmente pode ocorrer uma equimose (mancha roxa) no braço, no local da punção, sem maiores consequências. Alguns indivíduos mais ansiosos podem desmaiar durante a picada, mas como esta é feita já com o candidato deitado, não ocorrem maiores problemas. (leia: DESMAIO, SÍNCOPE E REFLEXO VAGAL).

Nas pessoas mais magras, pode ocorrer um certo grau de cansaço nas primeiras 24h após a doação do sangue.
Que doenças serão testadas no meu sangue doado?

- HIV, hepatite B, hepatite C, doença de chagas, sífilis, HTLV I e II. Se qualquer uma dessas doenças for detectada, o sangue será desprezado e o doador contactado e informado sobre a necessidade de repetir as sorologias.

Orientações após a doação

- Assegure-se de ter uma boa hidratação nas 24h subsequentes a doação. Beba bastante líquido e evite bebidas alcoólicas.
- Alimente-se bem
- Não fume na primeira hora após a doação.
- Não faça atividades desgastantes no primeiro dia.
- Se tiver sentindo tonturas, deite-se e coloque as pernas apoiadas para cima. Isto deverá ser suficiente.
- O curativo pode ser removido após 4 horas.

Observações finais

- Doar sangue não engorda nem emagrece.
- Doar sangue não vicia nem cria dependência.
- Doar sangue não afina nem engrossa o sangue
- Mulheres podem doar sangue durante o período menstrual
- Não se pega doenças doando sangue

DOE SANGUE! Não custa nada, é rápido e você poderá salvar várias vidas.





Fonte e outras informações

sábado, 7 de julho de 2012

MAÇONARIA & INTERNET





Existe uma turma mais conservadora na Maçonaria que acredita ser a Internet a decadência da Maçonaria. Para esses, a Internet vem promovendo uma “banalização” da tradição e ensinamentos maçônicos ao tornar acessível todo tipo de material literário maçônico que se possa imaginar.

O engraçado é que, enquanto a Internet é algo relativamente jovem, tendo mal alcançado sua maioridade, faz pelo menos três séculos que a Maçonaria tem enfrentado ataques, através principalmente de livros e bulas papais. A Internet é apenas um meio de comunicação. Não é a Internet que causa algum mal à Maçonaria, senão a ignorância,  a intolerância e o fanatismo dos homens.

Faça um exercício simples: vá até um parente ou amigo que não seja maçom e pergunte se ele já visitou algum site ou blog de maçonaria. Provavelmente você escutará um não, por não ser um assunto de interesse dele. Na Internet, assim como em qualquer outro meio, a literatura não cai no seu colo, você tem que procurar. E só procura por um tema aquele que se interessa por ele. Aqueles que leem sobre Maçonaria na Internet são, quase que em totalidade, maçons. Os curiosos são pouquíssimos, e para esses há também uma infinidade de livros nas livrarias e bibliotecas de todo o país. A culpa definitivamente não é da Internet.

Faça um outro exercício: pesquise os sites antimaçônicos na Internet. Esses sites argumentam de forma intolerante contra a maçonaria e realizam interpretações literais distorcidas e equivocadas de frases isoladas de obras maçônicas. Verifique se as fontes maçônicas usadas por esses movimentos fanáticos são sites da Internet ou se são livros. Você irá descobrir que utilizam uma densa bibliografia maçônica de autores consagrados como Pike, Mackey e Oliver. Mas nenhum site ou blog maçônico.

Mesmo assim, o preconceito dos mais conservadores para com a Maçonaria na Internet e os Irmãos que a promovem ainda é forte.  E por conta disso, pode-se ver um grande contraste de conceitos dentro da instituição: Por um lado, você tem os maçons escritores de livros, cujos livros estão disponibilizados nas livrarias de qualquer Shopping do país, acessíveis a qualquer um disposto a pagar. Esses são considerados pelos conservadores como os intelectuais de maçonaria, imortalizados pelas páginas impressas. Por outro, você tem os maçons blogueiros, cujos blogs proporcionam literatura maçônica diária, gratuita e de qualidade aos irmãos. Esses últimos são considerados pelos conservadores muitas vezes como os traidores da Ordem.

Mas a verdade é que tanto o autor de livros como o blogueiro fazem a mesma coisa: escrevem. Ambos são escritores, apenas publicando em formatos diferentes. Não se deve julgá-los pelo meio de publicação e sim pelo conteúdo que produzem.

Há ainda outros pontos a serem considerados:

No caso dos livros maçônicos publicados, seus preços são relativamente altos, visto a leitura ser específica, não havendo economia de escala; há a necessidade do Irmão se deslocar até uma grande livraria ou comprar pela internet, o que gera um custo de frete e demanda tempo; são poucas as editoras que publicam o gênero, o que faz com que as obras demorem muito a serem publicadas. Em contrapartida, as editoras servem como “filtro”, em que grandes aberrações não costumam ser publicadas, além dos livros serem mais densos, proporcionando conteúdo mais completo sobre o tema abordado.

Já no caso dos blogs maçônicos, o prazo entre a produção e a publicação é praticamente inexistente, assim como o prazo para acesso ao conteúdo; os escritores não são reféns da boa vontade de editoras; o conteúdo é gratuito e a publicação e distribuição não ficam restritas geograficamente. Em contrapartida, não existe um “filtro de qualidade”, o qual deve ser feito pelo próprio leitor, e o conteúdo é, necessariamente, resumido.
Enfim, cada meio possui os seus prós e contras. O sociólogo canadense McLuhan estava certo em sua afirmação de que “o meio é a mensagem”, pois o meio impacta diretamente no formato e modo de transmissão da mensagem, e consequentemente sua absorção. Mas até McLuhan manteve o conteúdo isento de tal conceito.

O que o maçom de hoje precisa ter em mente é que esse é o mundo em que vivemos. Blogueiros são convidados para cobrirem grandes eventos, entrevistam presidentes da república e dão entrevistas para rádios, revistas e programas de TV. Um curioso não descobrirá mais ou menos sobre maçonaria com um blog do que visitando uma livraria ou biblioteca pública. Seja livro, blog, revista, site ou jornal, todos são escritores, e quase nunca se restringem a um único meio.

Por isso, valorize o escritor maçônico. Valorize aqueles Irmãos que se preocupam em compartilhar conhecimento com os demais. O meio pouco importa, desde que o conteúdo chegue aos Irmãos, faça-os refletir e colabore em seus desenvolvimentos. 

Kennyo Ismail


Fonte
Portal Brasil Maçom

sexta-feira, 6 de julho de 2012

História da Ordem Demolay




Em 1919, na cidade de Kansas City, Missouri, um acidente de caça deixou órfão o jovem Louis Gordon Lower. Após o falecimento de seu pai, Louis transferiria a figura de seu pai a um amigo da família, o maçom Frank Sherman Land, com o qual buscava constantemente conselhos e orientações, foi a ele que Louis pediu seu primeiro emprego. 

A partir da convivência com Lower e seus amigos, Frank Land percebeu que o problemas pelos quais o jovem Louis passava era comum a qualquer rapaz. A adolescência é uma fase de grandes conquistas e descobertas em qualquer cultura, mas principalmente, é a fase mais importante na formação do caráter de uma pessoa. Foi então que Frank Land teve a idéia de fundar uma organização juvenil que proporcionasse grandes amizades e incutisse nos jovens elevados valores morais e patrióticos, e para essa empreitada convidou o jovem Louis Lower para ajudá-lo, pedindo que convidasse alguns de seus amigos da Escola Secundária para uma reunião. 

Foi em fevereiro de 1919 que Louis Lower e oito de seus amigos se reuniram em um templo com a finalidade de fundar uma nova organização de jovens. Surgiu, então, a questão de como chamar esta nova organização. Land citou vários nomes famosos, porém nenhum agradava aos rapazes de um modo especial. Um dos jovens sugeriu que, por estarem em um Templo Maçônico, alguma figura ligada à maçonaria deveria ser lembrada. Aceita, por uma determinação do destino, a sugestão tomou corpo quando Land mencionou o nome de Jacques DeMolay, último Grão-Mestre da Ordem dos Templários, que morreu como mártir de lealdade e tolerância, sendo seu nome escolhido por unanimidade como símbolo e patrono da Ordem. 

Em 18 de março de 1919, os noves jovens acompanhados de vinte e quatro amigos reuniram-se novamente em um Templo Maçônico, organizando oficialmente a Ordem DeMolay, com o número ideal de 33 jovens. Coincidentemente, 18 de março é o dia da morte de Jacques DeMolay, dizem que Frank Sherman Land só saberia dista 20 anos mais tarde. Na segunda reunião, Louis Lower foi o primeiro a fazer o juramento DeMolay sobre a Bíblia Sagrada. “Tio Land” sempre comparecia às reuniões, e dava conselhos valiosos quando os jovens precisavam, especialmente em uma das primeiras reuniões, em que um dos membros sugeriu limitar o número de integrantes a 75. “Tio Land” explicou que seria egoísmo, pois o que era bom para eles deveria ser bom também para outros jovens, isto fez com que o Capítulo de Kansas City, o “Capítulo Mãe”, em apenas 1 ano contasse com 3.000 jovens iniciados. 

Alguns meses após a fundação da Ordem, Frank Land percebeu a necessidade de um Ritual e então falou com o Maçom responsável pelo Setor Educacional de Kansas City, o Editor-Chefe do "Kansas City Journal" Frank Arthur Marshall. Foi ele o responsável por escrever um Ritual que possuía dois graus. O Ritual foi utilizado pela primeira vez em setembro de 1919 e permanece até os dias atuais, com exceção de algumas palavras, exatamente como foi escrito.

Conheça mais sobre a Ordem Demolay e sua atuação no site www.demolaybrasil.org.br

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dez maneiras de enlouquecer um Venerável


Dez maneiras de enlouquecer um Venerável

1- Não frequente as reuniões, mas quando for, procure algo para reclamar;

2- Se comparecer à reunião encontre falhas nos trabalhos de quem está lutando pela boa administração da Loja;

3- Nunca aceite uma incumbência. Lembre-se de que é mais fácil criticar do que realizar;

4- Se a administração pedir sua opinião sobre um assunto importante, responda que não tem nada a dizer e depois espalhe como deveriam ser as coisas;

5- Não faça mais do que o absolutamente o necessário, porém quando o venerável e sua administração estiverem trabalhando com boa vontade e com interesse para que tudo corra bem, afirme que sua Loja está dominada por uma "panelinha".

6- Não preste atenção na leitura do balaústre e muito menos na convocação da chancelaria, afirme que não interessa o que se passou na reunião e que não recebeu o comunicado do chanceler;

7- Se for convidado para qualquer cargo, recuse alegando falta de tempo e depois critique com afirmações do tipo "esta turma quer ficar para sempre nos cargos";

8- Quando tiver divergências com um membro, procure vingar-se da Loja, distribua cartas com acusações pesadas contra tudo e contra todos;

9- Cobre, insista para a realização de reuniões extras, trabalhos, palestras e ritualística impecável. E quando for convocado não compareça;

10- Após toda esta colaboração espontânea, quando cessarem as benfeitorias, os comunicados e todas as atividades, enfim, quando a Loja estiver arrasada, estufe o peito e afirme com orgulho: "eu não disse?". 

(DESCONHEÇO A AUTORIA)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ÁGUIA OU GALINHA - A ESCOLHA É SUA




A águia e a galinha é um dos livros mais interessantes que já li. Seu autor é o nosso grande mestre de filosofia, teologia, espiritualidade e ecologia, Leonardo Boff.

Nele o mestre faz uma metáfora da condição humana, buscando inspiração numa velha história vinda da África. Seu autor é James Aggrey, um educador e político de Gana, pequeno país da África Ocidental, situado no Golfo da Guiné, entre a Costa do Marfim e Togo.

Leonardo Boff inicia a história dizendo, com sua grande sabedoria, que a libertação começa na consciência, no resgate da dignidade e da auto-estima, se efetivando na prática histórica. Fala da consciência da ancestralidade e do orgulho que o povo ganense tem de sua história e da nobreza de suas tradições. Termina dizendo que toda a colonização - seja ela antiga, pela invasão de territórios, seja ela pela integração forçada no mercado mundial - significa sempre um ato de grandíssima violência. A imposição de uma nova cultura invasora que subjuga e destroi importantes culturas tradicionais, sua memória, suas tradições, seus valores, suas instituições e suas religiões.

A história que James Aggrey, político e educador, contou ao seu povo numa reunião de lideranças populares em 1925 é a seguinte:

"Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.

Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: - Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia.

-De fato - disse o camponês. É águia, mas eu criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extenção.

- Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.

- Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como uma águia.

Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: - já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra as suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço entendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá em baixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.

O camponês comentou: - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!

- Não - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe: Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe!

Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi junto delas.

O camponês sorriu e voltou à carga: - Eu lhe havia dito, ela virou galinha!

- Não - respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.

O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!

A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.

Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico Kau-kau das águias e ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E comessou a voar para o alto, voar cada vez mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento..."

E Aggrey terminou conclamando:

"- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Por isso companheiros e companheiras, abramos as asas e voemos. Voemos como águias. Jamais nos contentaremos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar."

Com esta história o grande mestre basileiro nos ensina também que a vida é feita de escolhas; que o interior de cada um de nós nunca muda; que sempre estaremos prontos para encontrar nossos verdadeiros ideais. Depende de nós.

Nicéas Romeo Zanchett - artista plastico
http://semanadeartecarioca.arteblog.com.br

Relevância da maçonaria




Hoje eu gostaria de falar sobre a relevância da Maçonaria. A fim de analisar a relevância da Maçonaria no mundo de hoje, eu sinto que é preciso primeiro analisar em profundidade algumas das coisas que ela representa. Vejamos alguns dos princípios fundamentais que identificam a Maçonaria e torna distinto do mundo.

Todo maçom acredita na bondade para com seu semelhante e em levar uma vida de verdade e honestidade em tudo o que ele faz. A bondade requer que ele seja tanto a compreensão e misericordioso. A misericórdia é, na verdade, uma grande parte de mostrar bondade. Em se tratando de alguém, honestamente, um maçom deve honrar primeiro que os direitos da pessoa como um indivíduo, de modo que ele vai tratá-lo como ele deseja ser tratado. duas palavras muito básicas para um maçom são Honra e Misericórdia. 
Vejamos estas duas palavras e refletir sobre sua importância no mundo de hoje. Um olhar mais atento sobre a definição dessas palavras pode ajudar :

Honra
.... Para pensar muito de 
.... o respeito mostrado um bom homem 
.... que parte em um outro que nos faz sentir muito bem dele.

Misericórdia
.... Bondade para com os indefesos 
.... vontade de perdoar uma lesão 
.... falta de vontade de punir ou vingar-se.

Para um maçom, esses significados de honra e misericórdia sugerir metas muito altas, de fato. No entanto, ele sabe que pode tentar alcançar esses objetivos, regulando sua vida e ações. Se ele vive esses atributos, eles não se tornam metas, mas uma parte de sua vida. A parte que ele possa viver todos os dias. Ele pode mostrar misericórdia, apoiando várias organizações e clubes que arrecadar dinheiro para as pessoas em dificuldades, e apoiando causas maçônicas, perdoando um amigo ou vizinho que pode dizer, ou fazer algo prejudicial em um momento quando sua vida pessoal pode muito bem ser em crise, apoiando, e não condenar alguém que cometeu um erro ou uma má decisão. Ele pode mostrar sua honra, deixando seus amigos e vizinhos sabem que ele pode ser confiável, ouvindo uns problemas e mantê-los para si mesmo, fazendo o que ele diz que vai fazer.Tudo isso ele pode fazer com a felicidade, um sentimento de humildade e um amor geral de vida e de viver. Ele não tem que parecem estar preocupados com a gravidade destas convicções, ele só precisa ser visto como praticá-los. Ambos honra e misericórdia pode ser praticado a cada dia na vida de um maçom, como parte de seu modo de viver. Sendo um homem de honra significa saber que existem muitas oportunidades para ganhar a confiança do outro, mas há poucas chances segundos para fazê-lo. Que você deve prometer somente o que você pode fazer e fazer tudo o que você promete, que os seus hábitos deve refletir suas intenções, e que cada pessoa é julgada em última instância sobre a qualidade ea força de suas convicções morais. Ser misericordiosos meios que você deve amar os seus inimigos e fazer boas obras, que se você não julgar, não serão julgados, se você não condenar, você não será condenado, e se você perdoar, você mesmo vai ser perdoado. Para nas batalhas da vida, não são as maiores vitórias, aquelas que são ganhas pelo mais fraco.? Finalmente, meus irmãos, deixem-me voltar à minha pergunta sobre se a Maçonaria ainda é necessário hoje. 

Ouvimos que o número de lojas em Ontário está diminuindo, ea cada ano que o número de maçons está diminuindo, mas sabemos que a necessidade de a Maçonaria permanece constante. Há ainda trabalho a ser feito. Porque a Maçonaria foi fundada por homens de moral elevada e princípios que desejavam fazer o bem, não para si mesmos, mas para a causa do bem. Porque promove a honra e misericórdia, porque exige uma vida de severas ações morais, a Maçonaria era necessário ontem, é necessário hoje, e será necessário amanhã.

Por Fernando Augusto
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Crimes virtuais atingem 80% dos brasileiros




São Paulo - Um estudo da  Norton, divulgado hoje, revelou que 77 mil usuários brasileiros são vítimas diárias de crimes virtuais, como vírus, invasões em redes sociais e mensagens de phishing.

Ao todo, 80% dos usuários adultos já foram vítimas este ano de algum tipo de ataque. Além disso, pela primeira vez, o estudo da Norton calculou o custo do crime cibernético anual no país, que alcança o valor de R$ 104,8 bilhões.

No mundo todo, são 1 milhão de pessoas atingidas diariamente. Anualmente, o prejuízo global é de U$$ 388 bilhões, enquanto somente no Brasil esse valor chega a U$$ 63,3 bilhões, equivalente a R$ 104,8 bilhões. Ao fazer a comparação dos prejuízos financeiros e tempo perdido, os custos dos crimes cibernéticos no mundo são maiores do que os do tráfico de drogas, cujo custo anual chega a U$$ 288 bilhões.

Adam Palmer, consultor líder de cibersegurança da Norton, alertou que o alto índice de crimes virtuais está relacionado à utilização de antivírus mal atualizados pelos brasileiros. “É chocante que 69% das pessoas não mantenham seus software de segurança atualizados”.

Além disso, 78% das vítimas de crimes offline e online afirmam que o crime cibernético é preocupante tanto quanto o crime no mundo físico e 69% o considera igualmente revoltante. Aliás, crimes virtuais parecem estar mais comuns do que os offline. Isso porque entre os brasileiros entrevistados, 19% foram vítimas de crimes no mundo físico e 59% de crimes online.

Quanto a possíveis medidas para diminuir esses índices, Palmer destacou que esse número pode melhorar com a segurança e conscientização, pois as pessoas têm medo do crime cibernético. “Nós estamos tentando aumentar a cooperação global e treinar a polícia; é importante ter as pessoas trabalhando em conjunto, e não só um esforço dos americanos”.

Durante o estudo da Norton, foram entrevistadas cerca de 19 mil pessoas em 24 países. Palmer disse que “não é nossa intenção exagerar os números”. Ele completou ao dizer que o número é baseado em quando a pessoa reporta que sofreu o dano. Porém, eles não perguntam o que realmente aconteceu, apenas se ela se considera vítima ou não, sem levar em conta a legislação dos países estudados. De qualquer forma, Palmer alerta que “não há dúvidas de que o crime cibernético é real, assim como os desafios para a polícia”.

Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/seguranca/crimes-virtuais-atingem-80-de-brasileiros-20092011-23.shl