sexta-feira, 29 de junho de 2012

Fundação Maçônica Educacional



"Educai as crianças para não seja necessário punir os adultos."
Pitágoras

A Fundação Maçônica Educacional foi idealizada por seu dedicado Ir.: Longuinho Marques da Costa, filho de Longuinho Saraiva da Costa e de Maria Eufrazia Marques da Costa. 

Apaixonado pela arte de lecionar, organizou e apresentou a Tese da Fundação Maçônica Educacional durante o desenvolvimento 81ª Assembléia Geral Ordinária da M.: R.: G.: L.: M.: E.: R.: G.: S.:, onde obteve aprovação unânime das Lojas presentes e veio tornar-se seu principal articulador e trabalhador em busca de seu sucesso.

A Fundação teve seu início registrado em meados da década de 80 e começou seus projetos com saldos expressivamente positivos. Contudo, devido ao afastamento da força propulsora do Ir.: Longuinho Marques da Costa, e a política monetária brasileira, a Fundação teve suas atividades prejudicadas e seus apoios cancelados.

Após períodos turbulentos e desafios frustrados, o controle da Fundação retornou ao seio da Grande Loja, tendo eleita nova administração em 1998.

A partir de então, inúmeros projetos sociais voltados à educação de jovens das regiões da capital e grande Porto Alegre foram desenvolvidos com resultados animadores.

Conforme consta em apresentação realizada durante o Seminário da Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul, em 18 de dezembro de 1999, a rica história da Fundação Maçônica Educacional seguiu em constante busca por apoiadores de seus ideais de contribuição para uma sociedade melhor para todos.

Hoje fica o exemplo do que passou para nortear horizontes ainda mais convictos da importância e competência de seus propósitos.

Leia a apresentação na íntegra e conheça todos os nossos projetos.

A Maçonaria é uma Ordem discreta, mas com inúmeras ações sociais em meio às comunidades inseridas. Exemplos políticos desde o Império antigo, não faltam. No mundo, suas ações são sempre voltadas aqueles que á circulam. Desenvolvendo a sociedade e promovendo o bem, a Grande Loja Maçônica do Estado do Rio Grande do Sul – GLMERGS - revitaliza (na Gestão do Grão-Mestre Gilberto Moreira Mussi) a Fundação Maçônica Educacional.

A atual gestão da instituição tem planos audaciosos para seu período à frente da FME. "Já desenvolvemos o plano e agora é hora de aplicar com os inúmeros projetos que as Lojas Maçônicas nos desafiam", comentou o Presidente Ir.'. Nivaldo Brum.

Gestão 2011-2013

A nova gestão (eleita em dezembro de 2010) é composta pelos IIrs.'.:

José Nivaldo Brussuela Brum
Presidente

John Kenedy Vieira
Vice-Presidente

Pedro Gabril e Luiz Antonio Rebouças dos Santos
Conselho de Administração

Silvério Miranda Neto, Modesto Carro Loureiro e Ernesto Luiz Holderbaum
Conselho Fiscal

Júlio Cesar Carneiro Josino
Suplente



Trabalhando de acordo com seu planejamento estratégico, os pontos fortes (credibilidade, reserva moral, entidades paramaçônicas, departamentos e o apoio da Instituidora) e as oportunidades (projetos voltados à Educação, Cultura, Qualificação Profissional, Prevenção às Drogas e propiciando auxílio educacional aos jovens), a FME cumprirá com seu plano de ação e executará seu modelo de gestão e plano de ações para 30 anos.

É um novo momento que traz uma Política de Qualidade sólida e bem desenvolvida onde todas as ações terão qualidade como paradigma de controle, o comprometimento de todos e aglutinação de forças de entidade e seus departamentos será exigido tal qual a profissionalização de todas as suas ações. Um dos compromissos mais relevantes na FME é utilizar a experiência em projetos executados anteriormente, como o Juventude Assistida.

O Presidente Brum destaca ainda, os eixos de atuação da FME:

Educação Cultura e Formação;
Gestão Institucional;
Expansão;
Relações com a Sociedade;
Solidariedade e Benemerência.

Missão

Promover filantropia e benemerência visando o Progresso, Dignidade e valorizando os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Valores

Educação Laica;
Cultura;
Filantropia e Benemerência;
Cidadania.

Conheça mais sobre a FME no site www.fme.org.br


quarta-feira, 27 de junho de 2012

O Poder da Palavra




O Ser Humano é o único ser vivo no planeta Terra que utiliza a palavra como meio de comunicação intrapessoal (consigo mesmo) e interpessoal (com o outro). A palavra é um símbolo que expressa uma idéia, e está intrinsicamente relacionada com nossa mente. A mente, por sua vez, está relacionada diretamente com nossos sentimentos, com nosso corpo, com nossas atitudes e com nossas ações. A palavra escrita ou falada por nós tem grande influência na maneira como vivemos, pois é através dela que a maioria das pessoas se comunica com o mundo externo e até interno. Percebemos o poder que a palavra tem em nossa sociedade através de frases do tipo: "Dou-lhe a minha palavra !", "Quero a sua palavra.", "Dito e feito !" etc.

A palavra também está diretamente relacionada à capacidade de realização pessoal de cada um. Aquilo que acreditamos em nossas vidas são formuladas por frases que adotamos como verdade. Tais frases, também conhecidas por crenças, moldam a realidade à nossa volta.

Uma das maneiras de aumentar o poder de realização pessoal é alinhar a sua palavra com suas atitudes e ações. Algumas pessoas, ainda não conscientes dos inúmeros pensamentos que lhe afligem a mente, expressam verbalmente tudo que lhes vem à cabeça. Prometem, afirmam, pregam, sem perceber que suas atitudes e ações não condizem com aquilo que falam ou com o que foi dito. Tais pessoas dificilmente sentem-se realizadas ou capaz de realizar algo. Pode-se considerar que o poder da palavra destas pessoas está fraco. Algumas podem até conseguir uma aparente realização externa, mas o sentimento interno predominante não as satisfaz. Tal enfraquecimento de sua palavra vem da falta do estado de presença e, da consequente incongruência e desalinhamento entre a mente, o corpo, os sentimentos e as ações.

Uma forma de (re)fortalecer o poder de sua palavra é começar primeiro a perceber o que você diz à si mesmo e às pessoas à sua volta. Com o desenvolvimento desta atenção e percepção mental, você começará a notar que muitas frases que diz são crenças assimiladas de seus pais, professores, da sociedade ou de suas próprias experiências que o(a) marcaram no passado. Ao tomar consciência destes padrões você aumenta suas possibilidades e tem a escolha de seguir por um outro caminho. Neste ponto, é importante agir a partir daquilo que foi dito ou escolhido por você. Às vezes, a mente, ainda muito influenciada pelos antigos padrões, poderá encontrar maneiras para você não agir conforme ela mesma havia dito. Talvez venham pensamentos lhe dizendo que não há tanta importância em fazer aquilo que se prometeu, ou ela pode até mesmo gerar sensações de cansaço ou preguiça. Fique atento e esteja presente para possíveis sinais de auto-sabotagem como estes.

Uma outra dica para alinhar aquilo que você fala com o que você faz é começar com pequenas coisas. Por exemplo, ao marcar compromissos, por mais trivias que possam parecer, cumpra-os. Se você for solicitado a ir ou fazer algo que não tem tanta certeza que quer ou pode cumprir, peça um tempo para refletir e responder com mais calma.

Com a prática, o hábito de estar presente e atento à sua mente, seu corpo, seus sentimentos e suas atitudes, será tão natural que tudo aquilo que expressar verbalmente ou não, terá um grande poder de realização interior e em todo o campo à sua volta.

Autor: Saulo Nagamori Fong - Coordenardor do Instituto União é Ser Humano, Educador, Fotógrafo, Coach e Palestrante com abordagem psico-corporal.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Irmão Carlos Roberto - Desaparecido








Ir. CARLOS ROBERTO - DESAPARECIDO

Caríssimos IIr:., Cunhadas e Amigos,

O IR:. CARLOS ROBERTO ESTÁ DESAPARECIDO DESDE TERÇA FEIRA, DIA 19 DE JUNHO de 2012 POR VOLTA DAS 20 HORAS.

Past Master da Loja Fraternidade 100.

SEU CARRO - LOGAN PRATA,  PLACA  L L N-2 4 6 6 também está desaparecido.

QUALQUER INFORMAÇÃO ENTRAR EM CONTATO PELO BLOG ou pelo telefone 8228-7055, favor só ligar se dispuser de alguma informação a partir do desaparecimento, pois o telefone está sendo usado na busca de novas informações.


Qualquer novidade informaremos pelo Blog e por e-mail a todos.

Roguemos cada um em seu credo ao GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO para que nosso querido Ir:. retorne ao seio de sua família BEM E COM SAÚDE!!!

Um TFA:.
Jorge S. de Souza:.
Fraternidade 100
Fonte:
http://lojafraternidadecem.blogspot.com.br/2012/06/ir-carlos-roberto-desaparecido.html

sábado, 23 de junho de 2012

O paradoxo de nosso tempo





O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde. 

Dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e rezamos raramente. 

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e guardamos mágoas frequentemente 

Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. 

Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. 

Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluimos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos. Escrevemos mais, mas aprendemos menos. 

Planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. 

Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade. 

Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. 

São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas, mas lares quebrados. São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, "ficadas" de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar. 

É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla DEL.

Fonte
Dalva Almeida
http://www.pensapositivo.com.br/

terça-feira, 19 de junho de 2012

Voltaire e a Maçonaria


Voltaire



François-Marie Arouet 
(Paris, 21 de novembro de 1694 — Paris, 30 de maio de 1778), mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire, foi um escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês conhecido pela sua perspicácia e espirituosidade na defesa das liberdades civis, inclusive liberdade religiosa e livre comércio.


Voltaire foi um escritor prolífico, e produziu obras em quase todas as formas literárias, assinando peças de teatro, poemas, romances, ensaios, obras científicas e históricas, mais de 20 mil cartas e mais de 2 mil livros e panfletos.

Ele foi um defensor aberto da reforma social apesar das rígidas leis de censura e severas punições para quem as quebrasse. Um polemista satírico, ele frequentemente usou suas obras para criticar a Igreja Católica e as instituições francesas do seu tempo.

Voltaire foi um dentre muitas figuras do Iluminismo (juntamente com John Locke e Thomas Hobbes) cujas obras e idéias influenciaram pensadores importantes tanto da Revolução Francesa quanto da Americana.


Idéias

Voltaire foi um burguês que se opôs à intolerância religiosa, intolerância de opinião etc. existente na Europa no período em que viveu. Trata-se de idéias extremamente revolucionárias, que acabaram por fazer com que Voltaire fosse exilado de seu país de origem, a França.

Além de apoiar a liberdade de expressão, Voltaire também defendia a criação de leis para todos da população.

O conjunto de idéias de Voltaire constitui uma tendência de pensamento conhecida como Liberalismo (que não deve ser confundido com o sistema elaborado por Adam Smith, chamado de Liberalismo Econômico)

Por fim, destacamos que Voltaire, em sua vida, também foi "conselheiro" de alguns reis, como é o caso de Frederico II, o grande, da Prússia, um déspota esclarecido.

Carreira e Iniciação Maçônica

Iniciado maçom no dia 7 de fevereiro de 1778, mesmo ano de sua morte, numa das cerimônias mais brilhantes da história da maçonaria mundial, a Loja Les Neuf Soeurs, Paris, inicia ao octogenário Voltaire, que ingressa no Templo apoiado no braço de Benjamin Franklin, embaixador dos EUA na França nessa data. A sessão foi dirigida pelo Venerável Mestre Lalande na presença de 250 irmãos. O venerável ancião, orgulho da Europa, foi revestido com o avental que pertenceu a Helvetius e que fora cedido, para a ocasião, pela sua viúva.

As idéias presentes nos escritos de Voltaire estruturam uma teoria coerente, que em muitos aspectos expressa a perspectiva do Iluminismo.

Defendia a submissão ao domínio da lei, baseava-se em sua convicção de que o poder devia ser exercido de maneira racional e benéfica.

Por ter convivido com a liberdade inglesa, não acreditava que um governo e um Estado ideais, justos e tolerantes fossem utópicos. Não era um democrata, e acreditava que as pessoas comuns estavam curvadas ao fanatismo e à superstição. Para ele, a sociedade deveria ser reformada mediante o progresso da razão e o incentivo à ciência e tecnologia. Assim, Voltaire transformou-se num perseguidor ácido dos dogmas, sobretudo os da Igreja católica. Sobre essa postura, o catedrático de filosofia Carlos Valverde escreve um surpreendente artigo, no qual documenta uma suposta mudança de comportamento do filósofo francês em relação à fé cristã, registrada no tomo XII da famosa revista francesa Correpondance Littérairer, Philosophique et Critique (1753-1793). Tal texto traz, no número de abril de 1778, páginas 87-88, o seguinte relato literal de Voltaire:

"Eu, o que escreve, declaro que havendo sofrido um vômito de sangue faz quatro dias, na idade de oitenta e quatro anos e não havendo podido ir à igreja, o pároco de São Suplício quis de bom grado me enviar a M. Gautier, sacerdote. Eu me confessei com ele, se Deus me perdoava, morro na santa religião católica em que nasci esperando a misericórdia divina que se dignará a perdoar todas minhas faltas, e que se tenho escandalizado a Igreja, peço perdão a Deus e a ela. Assinado: Voltaire, 2 de março de 1778 na casa do marqués de Villete, na presença do senhor abade Mignot, meu sobrinho e do senhor marqués de Villevielle. Meu amigo."

Este relato foi reconhecido como autêntico por alguns, pois estaria confimado por outros documentos que se encontram no número de junho da mesma revista, esta de cunho laico, decerto, uma vez que editada por Grimm, Diderot e outros enciclopedistas. Já outros questionam a necessidade de alguém que já acredita em Deus ter que converter-se a uma religião específica, como o catolicismo.

Voltaire morreu em 30 de maio de 1778. A revista lhe exalta como "o maior, o mais ilustre e talvez o único monumento desta época gloriosa em que todos os talentos, todas as artes do espírito humano pareciam haver se elevado ao mais alto grau de sua perfeição".

A família quis que seus restos repousassem na abadia de Scellieres. Em 2 de junho, o bispo de Troyes, em uma breve nota, proíbe severamente ao prior da abadia que enterre no sagrado o corpo de Voltaire. Mas no dia seguinte, o prior responde ao bispo que seu aviso chegara tarde, porque - efetivamente - o corpo do filósofo já tinha sido enterrado na abadia.Livros historicos afirmam que ele tentou destruir a igreja a favor maçom

A Revolução trouxe em triunfo os restos de Voltaire ao panteão de Paris - antiga igreja de Santa Genoveva - , dedicada aos grandes homens. Na escura cripta, frente a de seu inimigo Rousseau, permanece até hoje a tumba de Voltaire com este epitáfio:

"Aos louros de Voltaire. A Assembléia Nacional decretou em 30 de maio de 1791 que havia merecido as honras dadas aos grandes homens".

Voltaire introduziu várias reformas na França, como a liberdade de imprensa, um sistema imparcial de justiça criminal, tolerância religiosa, tributação proporcional e redução dos privilégios da nobreza e do clero.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fundações e Cisões da Maçonaria Brasileira





Este texto é de difícil compilação pelos dados até hoje apresentados, principalmente com relação às datas e quase sempre de maneira confusa em virtude dos nomes das Obediências fundadas, às vezes repetidas, às vezes com nomes incompletos, sem falar-se de tantas alterações havidas ao longo dos anos no Brasil. A idéia foi de tentar colocar de modo mais simples, resumido, o que ocorreu e ainda poderá ocorrer. O fenômeno não é peculiar ao Brasil, e são raros os países em que as cisões não ocorreram, mas podemos salientar que aqui, as razões mais comuns estão associadas com eleições, e na vaidade de dirigentes, na tentativa de monopolizar o poder em pequenos grupos que se alternam no poder.


01 - 1796 - Fundado o Areópago de Itambé, em Itambé, a 92 km de Recife, não era uma Potência Maçônica, pois alguns membros não maçons também faziam parte.

02 - 12-09-1813 - Fundado o Grande Oriente Brasileiro, sendo o primeiro Grande Oriente, de duração efêmera. 
03 - 02-06-1822 - Fundação e Instalação do Apostolado - Denominado Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz - organização nos moldes da Carbonária européia - D. Pedro fechou em 15-07-1823, José Bonifácio liderava o Apostolado e Ledo liderava o Grande Oriente.
04 - 17-06-1822 - Fundação do Grande Oriente Brasílico ou Brasiliense (ou Brasiliano), e fechado em 25-10-1822, do qual o Grande Oriente do Brasil alega ser sucessor.

05 - 12-03-1829 - O Maçom Baiano Gê Acayaba de Montezuma recebe uma carta patente do Supremo Conselho dos Países Baixos, (Bélgica), autorizando-o a fundar um Supremo Conselho.

06 - 1830 - Fundado o Grande Oriente Nacional Brasileiro da rua de Santo Antonio e instalado a 24-06-1831, posteriormente Grande Oriente da rua do Passeio, ou simplesmente Grande Oriente do Passeio.

07 - 23-11-1831 - Reinstalado o Grande Oriente Brasílico (ou Brasiliense) de 1822. Dissidência por motivos políticos.

08 - 1832 - Reinstalado o Grande Oriente do Brasil.

09 - 12-11-1832 - Fundado o Supremo Conselho.

10 - 1834 - Existência do Grande Oriente Brazileiro conforme Guia dos Maçons Escocezes

11 - 20-03-1842 – Fundado o Supremo Conselho de Montezuma independente de qualquer potência simbólica devido a celeumas e brigas internas.

12 - 1854-55 - O Supremo Conselho de Montezuma se funde com o Grande Oriente do Brasil, tornando-se por esse motivo o que se chamava Potência Mista.

13 - 1861 - O Grande Oriente Nacional do Passeio cessou atividades no fim de 1861, início de 1862.

14 - 16-12-1863 - Fundado o Grande Oriente ao Vale dos Beneditinos, ou simplesmente Grande Oriente dos Beneditinos, Fundado por Joaquim Saldanha Marinho, era uma Potência dissidente, combateu o Grande Oriente do Brasil ao Vale do Lavradio até 1883.

15 - 05-1872 - Tentativa de fusão frustrada do Grande Oriente do Brasil do Lavradio e Grande Oriente dos Beneditinos para criar o Grande Oriente Unido. - Fraude nas eleições.

16 - 09-1872 - O Grande Oriente do Brasil decreta nula a fusão. Grande Oriente dos Beneditinos, recebe novo nome de Grande Oriente Unido do Brasil após frustração na tentativa de fusão com o Grande Oriente do Brasil. - Fraude nas eleições.

17 - 18-12-1882 - O Grande Oriente Unido do Brasil, funde-se com o antigo Grande Oriente dos Beneditinos, oficializando-se a fusão em 18-01-1883.

18 - 19-10-1884 - Fundado o Grande Oriente do Norte do Brasil.

19 - 1889 - Autorizada a instalação de uma Grande Loja Provincial em São Paulo.

20 - 1892 - Existência do Grande Oriente e Supremo Conselho do Brasil-Lavradio, conforme Ritual.

21 - 1892 - Instaladas as Grandes Lojas Federadas do Grande Oriente do Brasil de São Paulo e da Bahia.

22 - 28-05-1893 - Fundado o Grande Oriente e Supremo Conselho do Estado de São Paulo. Cisão do Grande Oriente do Brasil.

23 - 30-06-1893 - Fundado o Grande Oriente e Supremo Conselho do Rio Grande do Sul. Cisão no Grande Oriente do Brasil, é instalado em 14-10-1893.

24 - 11-06-1894 - Fundado o Grande Oriente Mineiro.

25 - 1898 - Existência do Grande Oriente e Supremo Conselho do Brasil conforme Ritual.

26 - 07-03-1900 - Fundado o Grande Oriente Autônomo da Bahia.

27 - 31-12-1900 - A nova Constituição do Grande Oriente do Brasil faculta a instalação de Grandes Orientes Estaduais.

28 - 26-09-1901 - A Grande Loja de São Paulo subordinada ao Grande Oriente do Brasil realiza sua última reunião.

29 - 1-10-1901 - O Grande Oriente do Brasil autoriza o funcionamento do Grande Oriente Estadual de São Paulo pelo decreto nº 195, marcando a instalação em 10-10-1901, porém esse Grande Oriente somente é instalado regularmente em

24-06-1902.

30 - 03-09-1902 - Fundado o Grande Oriente e Supremo Conselho do Paraná.

31 - 24-02-1907 - O Grande Oriente do Brasil adota nova Constituição e Regulamento Geral.

32 - 20-09-1909 - O Grande Oriente do Brasil firma acordo com o Grande Oriente do Rio Grande do Sul fundado em 1893 unificando a Maçonaria.

33 - 26-08-1915 - O Grande Oriente do Rio Grande do Sul, em decorrência da extinção do decreto nº 502 do Grande Oriente do Brasil, declara-se novamente independente. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

34 - Novembro de 1915 - Novo Grande Oriente envia carta às Lojas convidando-as a se manifestar sobre a fundação de um Grande Oriente Paulista Independente, como a maioria se manifestou contra, a idéia não vingou.

35 - 09-01-1916 - Fundado o Grande Oriente Autônomo de São Paulo, instalado em 10-01-1917 e extinto a 04-01-1926. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

36 - 25-04-1921 - O Grande Oriente do Brasil promove eleições e com a anulação de votos, Mário Marinho de Carvalho Behring é eleito.

37 - 20-07-1921 - O Grande Oriente Estadual de São Paulo reage e José Adriano Marrey Júnior convoca as Lojas de São Paulo

38 - 29-07-1921 - Fundado o Grande Oriente de São Paulo, com o título Grande Oriente e Supremo Conselho de São Paulo, na Assembléia reunida às 20 horas, na sede do Grande Oriente Estadual de São Paulo, à rua Tabatinguera, nº 74, com a presença de 53 das 65 Lojas então existentes. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

39 - 27-08-1921 - Instalada a Assembléia Constituinte do Grande Oriente de São Paulo quando foi aclamada a diretoria incumbida de dirigir os trabalhos e a comissão responsável pela elaboração do anteprojeto de Constituição.

40 - 27-10-1921 - O Grande Oriente do Brasil declara extinto o Grande Oriente Estadual de São Paulo pelo decreto nº 694.

41 - 20-05-1922 - Mário Behring é eleito Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil e empossado em 28-06-1922.

42 - 24-04-1923 - Pelo decreto 753 o Grande Oriente do Brasil cria a Grande Loja Simbólica do Estado de São Paulo, é marcada a sua regularização para o dia 30-05-1923, a partir dessa data, as Lojas de São Paulo ficariam subordinadas à Grande Loja Simbólica de São Paulo, exceto cerca de 20 Lojas.

43 - 20-05-1925 - Nova eleição do Grande Oriente do Brasil, Mário Behring é reeleito, tendo havido fraude.

44 - 17-06-1925 - A Grande Loja Simbólica do Estado de São Paulo é extinta pelo decreto nº 814, e é criada uma Delegacia do Grande Oriente do Brasil no Estado de São Paulo.

45 - 23-06-1925 - Behring reassume, dissolve o Conselho Geral da Ordem e 20 dias depois renuncia ao Cargo de Grão-Mestre, assume Bernardino de Almeida Senna Campos.

46 - 31-06-1925 - Nova eleição e pelo decreto nº 815 de 09-06-1925 é proclamado Grão-Mestre, Vicente Saraiva de Carvalho Neiva. Behring mantém o cargo de Grande Comendador do Supremo Conselho, contrariando a Constituição do Grande Oriente do Brasil que previa a ocupação dos dois cargos pelo Grão-Mestre.

47 - 18-02-1926 - Falece Vicente Neiva e assume o Adjunto, Fonseca Hermes.

48 - 30-09-1926 – Hermes, do Grande Oriente do Brasil restabelece pelo decreto nº 848 o Grande Oriente Estadual extinto em 1921.

49 - 22-10-1926 - Fonseca Hermes e Behring assinam o tratado em que o Rito Escocês ficaria com o Grande Oriente do Brasil e os Altos Graus com o Supremo Conselho, a Assembléia alega que os poderes para tal foram dados a Vicente Neiva e revoga o tratado, insiste para que Fonseca Hermes anule o tratado.

50 - 02-12-1926 - Fundado em Recife o Grande Oriente Estadual de Pernambuco.

51 - 02-12-1926 - Fundado o Grande Oriente e Supremo Conselho para o Norte do Brasil.

52 - 22-05-1927- Fundada a primeira Grande Loja da Bahia e Mário Behring cria a figura de “Grandes Lojas”, em seguida são fundadas as do Rio de Janeiro e de São Paulo.

53 - 06-06-1927 - Hermes não concorda com a revogação, licencia-se do cargo assumindo o Adjunto, Octávio Kelly, que fora eleito para o cargo e empossado em 21-03-1927.

54 - 17-06-1927 - Fundada “Grandes Lojas Brasileiras”, com o Supremo Conselho que seria o verdadeiro, por suas origens, houve as seguintes cisões: Grande Loja Unida do Paraná, de Minas Gerais, de Pernambuco, da Guanabara e do Piauí.

55 - 20-06-1927 - Mário Behring desliga-se do Grande Oriente do Brasil.

56 - 06-08-1927 - O Grande Oriente revoga o decreto nº 848 de 30-9-1926 que restabeleceu o Grande Oriente Estadual de São Paulo, ficando este, portanto fechado. As Lojas deviam se comunicar através da Delegacia do Grão-Mestrado no Estado.

57 - 1927 - Existiam no Estado de São Paulo três Obediências: Grande Oriente de São Paulo de Marrey Júnior, o Grande Oriente do Brasil, através de sua Delegacia e a Grande Loja do Estado.

58 - 9-1927 - Fundado o Grande Oriente e Supremo Conselho Paulista, independente, para o qual faltou apoio e não se desenvolveu.

59 - 14-04-1929 - Pelo Decreto nº 935 complementado pelo decreto nº 939 de 11 de 05-1929 o Grande Oriente de São Paulo foi reincorporado ao Grande Oriente do Brasil e pelo decreto nº 963 de setembro de 1930 é extinta a Delegacia do Grande Oriente em São Paulo, passando as Lojas a se corresponder com o Grande Oriente do Brasil por meio do Grande Oriente de São Paulo.

60 - 20-10-1937 - Fechada a Maçonaria no Brasil por ordem das autoridades federais, até a reabertura em 17 de janeiro de 1940.

61 - 30-03-1944 - Fundado o Grande Oriente Independente do Rio de Janeiro. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

62 - 12-09-1944 - Fundado o Grande Oriente Independente de Minas Gerais. - Cisão no Grande Oriente do Brasil - Em 1960, esse Grande Oriente é incorporado ao Grande Oriente do Brasil.

63 - 1944 - Fundado um novo Grande Oriente do Paraná, que pouco durou. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

64 - 18-05-1945 - Fundada a Grande Loja do Brasil, com 3 Lojas e vida curta, foi absorvida por outra Obediência dissidente do Grande Oriente do Brasil. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

65 - 12-09-1945 - Fundado o Grande Oriente de Minas Gerais.

66 - 13-03-1948 - Fundado o Grande Oriente Unido que absorveu a Grande Loja do Brasil – Cisão no Grande Oriente do Brasil.

67 - 1950 no início - A Grande Loja do Brasil é absorvida pelo Grande Oriente do Brasil.

68 - 12-04-1950 - Fundado o Grande Oriente Estadual de Santa Catarina.

69 - 1951 - Constituição do Grande Oriente do Brasil estabelece a separação entre o Simbolismo e Altos graus.

70 - 02-02-1952 - Fundado o Grande Oriente do Paraná, o de 1902 havia passado para o Grande Oriente do Brasil após 12 anos de existência.

71 - 15-11-1952 - Firmado o tratado de amizade entre o Grande Oriente do Brasil e a Grande Loja do Estado de São Paulo.

72 - 15-06-1953 - O Grande Oriente do Brasil funda o Grande Oriente Estadual “Tiradentes” de Minas Gerais.

73 - 24 - 1954 - Fundado o Grande Oriente Independente de Pernambuco.

74 - 22-12-1956 - Pelo decreto nº 1767 e o ato nº 247, o Grande Oriente Unido é reincorporado ao Grande Oriente do Brasil.

75 - 15-01-1960 - O Grande Oriente do Rio Grande do Sul é reincorporado ao Grande Oriente do Brasil.

76 - 17-12-1960 - Pelo decreto nº 1.877 do Grande Oriente do Brasil é feita a fusão do Grande Oriente Estadual “Tiradentes” de Minas Gerais com o novo Grande Oriente chamado Grande Oriente de Minas Gerais.

77 - 02-07-1964 - O Grande Oriente do Brasil funda o Grande Oriente Estadual da Bahia, o antigo Grande Oriente da Bahia havia adormecido em 1927, quando a maioria dos seus membros decidiu aderir. - Dissidência da qual resultou a Grande Loja da Bahia.

78 - 21-09-1964 - Fundado o Grande Oriente Independente do Paraná - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

79 - 1967 - O artigo 23 da Constituição do Grande Oriente do Brasil exige que para candidatar-se ao cargo de Venerável, o Mestre Maçom deve freqüentar um seminário de Veneráveis Mestres.

80 - 11- 06-1968 - Decreto nº 2.085 do Grande Oriente do Brasil permiti aos Mestres Maçons usar a sigla M.'. I.'. .

81 - 1973 - Eleições no Grande Oriente do Brasil. - Fraude nas eleições.

82 - 27-05-1973 - Fundada a Confederação Maçônica do Brasil - COMAB. - Cisão no Grande Oriente do Brasil.

83 - 1978 Fevereiro - Eleições no Grande Oriente do Brasil - A Soberana Assembléia Geral suspende a eleição pelo decreto nº 1, afasta o Grão-Mestre por seus desmandos, o Superior Tribunal Eleitoral anula o decreto da Assembléia e o Superior Tribunal de Justiça do Grande Oriente do Brasil, também comprometido, confirma o acórdão, e em fevereiro faz as eleições e confirma a eleição de Osires, dando posse em 11-05-1978, apoiando a situação.

84 - 14-07-1981 - O Grande Oriente do Brasil funda o Grande Oriente Estadual do Rio Grande do Sul, após a cisão de 1973 havia perdido e ficara sem representação no Estado.

85 - Em 1996 - “Existiam” as organizações: Grande Oriente do Brasil (federado) - Grandes Lojas Brasileiras (confederado com autonomia) - Confederação Maçônica do Brasil (confederado com autonomia) - Associação Brasileira de Potências criada em 10-07-1993 - (Grande Loja Unida do Paraná, Pernambuco, Minas Gerais e Piauí - Grande Loja Unida da Guanabara - Poderosa Loja Brasileira, Minas Gerais - À Glória do Ocidente, Grande Oriente do Amazonas - Fundação Universal - Lojas Distritais Inglesas, (23) subordinadas à Grande Loja Unida da Inglaterra praticando o Rito de York - Emulação).

86 - 1998 - Cisão no Grande Oriente do Brasil com a fundação do Grande Oriente Independente de Goiás que está sendo filiado à Confederação Maçônica do Brasil - COMAB.

Dalson L. R. De Benedetti - M .'. I .'.

sábado, 16 de junho de 2012

As 3 Peneiras da Sabedoria

As 3 peneiras da sabedoria



Meia noite em ponto. Mais uma jornada de trabalho terminada. Cansado  de mais um dia de trabalho, Mestre Hiran recostou-se sob o frescor  do Ébano para um merecido descanso.
Eis que, subindo em sua direção, aproximou-se seu discípulo  predileto, relatando-lhe:
- Mestre Hiran... Vou lhe contar o que me disseram do segundo Mestre  Construtor ...
Hiram, com sua infinita sabedoria responde:
- Calma meu Mestre predileto, antes de contares algo que possa ter  relevância, já fizestes passar a informação pelas Três Peneiras da  Sabedoria?
- Peneiras da Sabedoria ??? Não me foram mostradas, respondeu o  discípulo.
- Sim, respondeu Hiram. Só não te ensinei porque não era chagado o  momento. Deves passar toda informação recebida primeiro pela peneira  da VERDADE, e eu te pergunto:
- Tens certeza de que o que te contaram é realmente a verdade?
Meio sem jeito o discípulo respondeu:
- Bom, não tenho certeza realmente, só sei que me contaram.
Hiram continua. Então se não tens certeza, a informação vazou pelo  furos da primeira peneira e repousa na segunda, que é a peneira da  BONDADE. E eu te pergunto.
- É alguma coisa que gostarias que dissessem de ti?
- De maneira alguma, Mestre Hiram ... Claro que não.
Então a tua estória acaba de passar pelos furos da segunda peneira e  caiu nas cruzetas da terceira e última peneira, a da JUSTIÇA e te  faço a derradeira pergunta:
- Achas necessário passar adiante essa estória sobre teu irmão e  companheiro?
- Realmente Mestre Hiram, pensando a luz da razão, não há  necessidade.
- Então acaba de vazar pelo furos da terceira peneira, perdendo-se  na areia. Não sobrou nada para contar.
- Entendi poderoso Mestre Hiram, doravante minhas palavras serão  norteadas por estes ensinamentos.
- Es agora um Mestre completo e terminaste teu aprendizado. Volta a  teu povo e constrói teus templos a glória do Poderoso.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

GOB 190 anos



A Vitoriosa Tragetória do Grande Oriente do Brasil


As águas de uma pequena fonte  aos poucos se juntam a outras oriundas também de pequenas fontes, que formam pequenos veios, que se avolumam dando origem a pequenos córregos, os quais mais adiante se encontram e formam pequenos riachos, cujo volume d’água cresce à medida que outros riachos a eles se juntam, de tal sorte que os pequenos riachos  ao se reunirem fazem com que surja  um grande e majestoso rio.
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O Grande Oriente do Brasil é um caudaloso rio cujos afluentes se encontram em todo o território nacional, banhando diversos municípios brasileiros, localizados em todas as regiões do País, alguns longínquos, mas não menos importantes, que contribuem decisivamente para matar a sede de saber daqueles desejosos de seu aprimoramento pessoal, oportunidade que se lhes é oferecida mediante a possibilidade de ingresso em uma de nossas Lojas Maçônicas, que buscam homens livres e de bons costumes, dispostos a abraçarem nossos elevados princípios.
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Poucas são as instituições que lograram sucesso por mais de um século, mas o  Grande Oriente do Brasil alcança resoluto seu  centésimo nonagésimo ano de profícua existência, destacando-se cada vez mais no cenário maçônico mundial, gozando de invejável prestígio, mercê do trabalho incansável de seus valorosos obreiros, que não medem esforços para engrandecerem cada vez mais seu nome.
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Para brindarmos com chave de ouro esse momento ímpar de vitórias e mais vitórias e festejarmos os cento e noventa anos de  fundação de nossa Instituição,  enfatizamos, com muito orgulho e imensa satisfação a relevante conquista obtida em abril deste ano, quando, pela primeira vez em toda a sua história, um Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil foi eleito Presidente da Confederação Maçônica Interamericana-CMI, em seus 65 anos de existência. Organismo de maior destaque  mundial no universo maçônico, do qual participam Instituições Maçônicas da América do Sul, América Central e América do Norte, além das  de Portugal, Espanha e França.
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PARABÉNS GRANDE ORIENTE DO BRASIL, PARABÉNS VALOROSOS MAÇONS GOBIANOS!

Marcos José da Silva
Grão-Mestre Geral


Fonte:
http://www.gob.org.br/gob/index.php?option=com_content&view=article&id=4168:a-vitoriosa-tragetoria-do-grande-oriente-do-brasil&catid=165:palavra-do-grao-mestre 




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os Cavaleiros Templários



Fundada em 12 de junho de 1118, em Jerusalém por Hugues de Payens e Gogofredo de Saint Omer. Chamada de "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", a Ordem do Templo foi criada , supostamente, para defender Jerusalém dos infiéis, guardar o Santo Sepulcro e proteger os peregrinos à caminho a Terra Santa.




Hugues de Payens

Baldwuin II, rei de Jerusalém, recebeu a ambos e mais sete templários nos alojamentos das estrebarias do Templo de Salomão onde permaneceram por nove anos e seus trabalhos e pesquisas permaneceram secretos. Eles retornaram à Europa plenos de glória e mistérios e seu retorno coincidiu com a construção das primeiras catedrais góticas.
Este relato é, no mínimo, intrigante. Como nove membros da nobreza conseguiriam proteger peregrinos, guardar o Santo Sepulcro e, pior, defender Jerusalém? Além do mais, não se admitia outros membros nessa época. Na verdade, esta Ordem foi criada por uma outra Ordem e esses nobres permaneceram dentro do Templo de Jerusalém para uma cumprir uma missão. Missão definida e claramente apoiada pelo rei de Jerusalém, Baldwuin II que era na verdade, um descendente da nobreza francesa, da casa d’Anjou.


Cavaleiro do Santo Sepulcro

Os Templários juraram pobreza, castidade e obediência; não aceitavam adeptos, porém a Ordem dos Templários foi uma das mais ricas instituições posteriormente e contavam com milhares de adeptos.

Por trás da Ordem do Templo, se ergueram figuras míticas de personagem bem curiosos, que inspiraram o ideal Sinárquico Templário do Oriente em conjunção com os Ismaelitas do Velho da Montanha, os cabalistas, judeus da Espanha muçulmana, as ordas do Khanat de Gengiskan, os cavaleiros árabes de Saladino, as histórias do cálice, romances e lendas da Távola Redonda, Parcival entre outros. Um ímpeto espiritual sem precedentes na história medieval.

Cavaleiro Percival


E Jerusalém foi tomada de assalto no século XII, o que também descaracterizou a principal missão externa da Ordem do Templo.
São Bernardo de Clairvaux, fundador da Ordem Cistercense, foi o patrono dos templários e recebeu de presente várias propriedades pertencentes aos templários. Ele pediu a cooperação da Ordem, através de Hugues de Payen, para libertação da Terra Santa.


Bernardo de Clairvaux

Em 1128 de nossa era, o Papa Honório II aprova a Ordem Templária, dando a eles uma vestimenta especial, um hábito e um manto brancos. Em 1145 o Papa Eugênio III, lhes concede como distintivo, a cruz vermelha, que foi inicialmente usada do lado esquerdo do manto e mais tarde, também no peito. Em 1163, o Papa Alexandre III outorgou a carta constitutiva da Ordem, que na verdade parecia com as regras da Ordem Cistercense.
Devido as doações altíssimas de jóias e terras, auferiram poderes e, até chegaram a só render obediência ao grão-mestre e ao Papa.
Uma informação deve ser acrescentada: O Vaticano, em Roma, está por cima do cemitério onde supostamente Pedro, o Apóstolo foi enterrado após ser crucificado de cabeça para baixo. A autoridade Papal é baseada no fato de Jesus Ter chamado Pedro de "rocha", que ele daria continuidade a mensagem externa de Jesus.
Os templários, por sua vez, possuíam a missão de guardiães da mensagem interna, ou seja, do continuísmo profético da arca da aliança, tesouros espirituais e, dos segredos da genealogia de Jesus que, descendendo da linhagem de Davi, via Salomão era, além do Messias Prometido, um rei de fato. Eram mais afeitos à João (NT) que , segundo relato bíblico, recebeu de Jesus a incumbência da linhagem ou seguidores da linhagem, já que Jesus solicitou a João que cuidasse de Maria, sua mãe e vice-versa.
A Ordem do Templo era constituída de vários graus e a mais importante foi a dos cavaleiros, descendentes de alta estirpe em sua maioria. Tinham também clérigos ( bispos, padres e diáconos) e outras duas classes de irmãos servidores, os criados e artífices.
Chegaram a ser grandes financistas e banqueiros internacionais, cuja riquezas chegaram a o seu apogeu no século XIII. Seu papel na Igreja pode ser avaliado pelo fato de haver representantes nos Concílios da Igreja católica (Troyes, Latão, Lyon).
Devido ao extremo sigilo de sua missão e sua iniciação, os leigos atribuíam as mais horríveis práticas e histórias infundadas.
Após a tomada de Jerusalém pelos sarracenos (muçulmanos que negociavam, no período de trégua, com os templários, pois acreditavam ser prudente Ter algum dinheiro investido com os cristãos para o caso de que os avatares da guerra pudessem terminar em alguma espécie de pacto com os europeus) em 1291, adveio a queda do reino latino; o quartel general da Ordem foi transferida da Cidade Santa para Chipre, e Paris passou à categoria de seu principal centro na Europa.
Embora a Ordem tenha sido abalada em sua razão de ser quando o túmulo de Cristo passou para os muçulmanos, ainda era poderosamente rica e, a corte da França além do Papa deviam dinheiro a eles e passaram a ser cobiçados pelo rei francês, Felipe, o Belo. Esse rei confiscou os haveres dos lombardos e judeus e os expulsou do país. Os templários corriam perigo pois o imenso patrimônio (150.000 florins de ouro, 10.000 casa ou solares, inúmeras fortalezas, pratarias, vasos de ouro, entre outras preciosidades. Trinta mil simpatizantes em 9.000 comendadorias entre Palestina, Antióquia, Tripoli, França, Sicília, Inglaterra, Escócia, Irlanda etc. Isto era apenas o que o rei sabia , em seu território.
Felipe e o Papa fizeram uma perigosa cilada, ajudada por opositores que, interessados na desmoralização da Ordem, contra ela, levantou graves acusações.
Em 13 de outubro de 1307, numa Sexta feira, mandou prender todos os templários e seu grão-mestre, Jacques de Molay, os quais, submetidos à inquisição, foram por estes, acusados de hereges. Por meio de inomináveis torturas físicas, infligidas a ferro e fogo, foram arrancados desses infelizes as mais contraditórias confissões.

Jacques De Molay

O Papa, desejoso de aniquilar a Ordem, mantendo a hegemonia da Igreja de S. Pedro, e livrar-se da dívida, convocou o Concílio de Viena em 1311, com esse fim mas não conseguiu. Convocou um outro, porém privado em 22 de novembro de 1312 e aboliu a Ordem, conquanto admitindo a falta de provas das acusações. As riquezas da Ordem foram confiscadas em benefício da Ordem de São João, mas é certo que uma grossa parcela foi parar nos cofres franceses de Felipe, o Belo.
A tragédia atingiu seu ponto culminante em 14 de março de 1314, quando o grão-mestre do templo, Jacques De Molay e Godofredo de Charney, preceptor da Normandia, foram publicamente queimados no pelourinho diante da Catedral de Notre Dame, ante o povo, como hereges impenitentes. Diz-se que o grão-mestre, ao ser queimado lentamente, voltou a cabeça em direção ao local onde se encontrava o rei e imprecou:
"Papa Clemente, Cavaleiro guilherme de Nogaret, rei Felipe...Convoco-os ao tribunal dos céus antes que termine o ano, para que recebam vosso justo castigo. Malditos, malditos, malditos!...Sereis malditos até treze gerações..."
E de fato, antes de decorridos o prazo, todos estavam mortos.


Jacques De Molay e Godofredo de Charney

Em Portugal, o rei D.Dinis não aceita as acusações, funda a Ordem de Cristo para qual passou alguns templários. Na Inglaterra, o rei Eduardo II, que não concordara com as ações do sogro. Felipe, ordena uma investigação cujo resultado proclama a inocência da Ordem.
Na inglaterra, Escócia e Irlanda, os templários distribuíram-se entre a Ordem dos Hospitalários, monastérios e abadias. Na Espanha, o Concílio de Salamanca, declara unanimemente que os acusados são inocentes e funda a Ordem de Montesa. Na Alemanha e Itália a maioria dos Cavaleiros permaneceram livres. Tambem os rozacruzes, Grande Fraternidade Universal, OSTG (Ordem sagrada do Templo e do Graal).
A destruição da Ordem não suprimiu os ensinamentos mais profundos. A Maçonaria, Ordem DeMolay  e outras ordens iniciáticas mantém a mística até os dias de hoje.

Fonte: Pesquisas.




Hino da Maçonaria Brasileira

Da luz que de si difunde, sagrada filosofia 
surgiu no mundo assombrado, a pura Maçonaria.

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza. 
Da razão, parte sublime, sacros cultos merecia 
altos heróis adoraram, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza vingai direitos, da natureza. 
Da razão, suntuoso templo, um grande rei erigia, 
foi então instituída, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza. 
Nobres inventos não morrem, vencem do tempo a porfia 
há de os séculos afrontar, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza. 
Humanos, sacros direitos, que calcara a tirania 
Vai ufana restaurando, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza. 
Da luz deposito augusto, recatando à hipocrisia 
Guarda em si com zelo santo, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza. 
Cautelosa, esconde e nega, a profana a gente ímpia 
Seus mistérios majestosos, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza. 
Do mundo o Grande Arquiteto, que o mesmo mundo alumia 
Propício protege, ampara, a pura Maçonaria. 

Maçons alerta, tende firmeza 
vingai direitos, da natureza.


Letra: Dom Pedro I

terça-feira, 12 de junho de 2012

O Verdadeiro Maçom





1. Sobe a Escada de Jacó pelas Iniciações da Vida sem ferir os Irmãos neste percurso;

2. Realiza o sonho de desbastar pelo pensamento e pelas ações as arestas dos vícios e da insensatez;

3. Socorre o Irmão nas dificuldades, chora com ele as suas angústias e sabe comemorar a seu lado as suas vitórias;

4. Reconhece nas viúvas e nos órfãos a continuidade do Irmão que partiu para o Oriente Eterno;

5. Vê na filha do Irmão a sua filha e na esposa do Irmão, uma Irmã, Mãe ou Filha;

6. Combate o fanatismo e a superstição sem o açoite da guerra mas com a insistência da palavra sã;

7. É modelo da eterna e universal justiça para que todos possam concorrer para a felicidade comum;

8. Sabe conservar o bom senso e a calma quando outros o acusam e o caluniam;

9. É capaz de apostar na sua coragem para servir aqueles que o ladeiam, mesmo que lhe falte o próprio sustento;

10. Sabe falar ao povo com dignidade ou de estar com reis e presidentes em palácios suntuosos e conservar-se o mesmo;

11. Sendo religioso e político respeita o direito da religião do outro e da política oposta à sua;

12. Permite e facilita o desenvolvimento pleno das concorrências para que todos tenham as mesmas oportunidades;

13 Sabe mostrar ao mundo que nossa Ordem não é uma Sociedade de Auxílios Mútuos;

14. Dominado pelo princípio maior da TOLERÂNCIA suporta as rivalidades sem participar de guerras;

15. Abre-se para si e permite que outros, vendo-o, sigam-no no Caminho do Conhecimento e da Iniciação;

16. Conforma-se com suas posses sem depositar inveja nos mais abastados;

17. Absorve o sacerdócio do Iniciado pela fé no Criador, pela esperança no melhoramento do homem e pela caridade que abrir-se-á em cada coração;

18. Sente a realidade da vida nos Sagrados Símbolos da Instituição;

19. Exalta tudo o que une e repudia tudo o que divide;

20. É Obreiro de paz e união, trabalhando com afinco para manter o equilíbrio exato entre a razão e o coração;

21 Promove o bem e exercita a beneficência, sem proclamar-se doador;

22. Luta pela FRATERNIDADE, pratica a TOLERÂNCIA e cultiva-se integrado numa só família, cujos membros estejam envoltos pelo AMOR;

23. Procura inteirar-se da verdade antes de arremeter-se com ferocidade contra aqueles que julga opositores;

24. Esquiva-se das falsidades inverossímeis, das mentiras grosseiras e das bajulações humanas;

25. Propõe-se sempre a ajudar, amar, proteger, defender e ensinar a todos os Irmãos que necessitem, sem procurar inteirar-se do seu Rito, da sua Obediência, da sua Religião ou do seu Partido Político;

26. É bom, leal, generoso e feliz, ama a Deus sem temor ao castigo ou por interesse á recompensa;

27 Mantem-se humilde no instante da doação e grandioso quando necessitar receber;

28. Aprimora-se moralmente e aperfeiçoa o seu espírito para poder unir-se aos seus semelhantes com laços fraternais;

29. Sabe ser aluno de uma Escola de Virtudes, de Amor, de Lealdade, de Justiça, de Liberdade e de Tolerância;

30. Busca a Verdade onde ela se encontre e por mais dura que possa parecer;

31 Permanece livre respeitando os limites que separam a liberdade do outro;

32. Sabe usar a Lei na mão esquerda, a Espada na mão direita e o Perdão à frente de ambas;

33. Procura amar o próximo, mesmo que ele esteja distante, como se fosse a si mesmo.

(desconheço o autor, caso algum querido leitor souber estarei editando o post)

Blog Filhos do Arquiteto

O Blogger Filhos do Arquiteto é um referência em seu seguimento em nosso Brasil, este se destaca por seus mais de 60.000.00 visitantes em 78 Países. Suas Publicações poderão ser traduzidas em 36 Idiomas em diferentes parte do mundo. 

O Blogger busca desenvolver o conhecimento dentro de seu segmento e suas publicações compartilhada a todos Obreiros de bom costume que neste queira compartilhar e estreitar os laços de fraternidade que existe entre todos nós. 


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segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Poder da Oração e da Meditação



O Poder da Oração e da Meditação.

A oração sempre foi a prática básica de todas as tradições religiosas e espirituais. Quanto à forma, Mestre Jesus pontifica que o verdadeiro aspirante deve evitar a oração mecânica, repetitiva, sem o engajamento do coração: “Nas vossas orações não useis de vãs repetições, como os gentios, porque imaginam que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos” (Mt 6:7).

Aos seus discípulos ensinou o “Pai Nosso” como forma de expressão de devoção e compromisso de vida. Muito aproveitaria ao fiel a leitura do livro inspirado de Teresa de Ávila, Castelo Interior ou Moradas, em que essa grande mística carmelita discorre sobre os sete tipos de oração com seus respectivos níveis de realização espiritual. O primeiro nível é a oração mecânica e os mais elevados envolvem a contemplação.

A prática da meditação é apresentada na Bíblia de forma velada. Mestre Jesus, contrastando a postura daqueles que chama de hipócritas por fazerem suas orações nas sinagogas e em lugares públicos para serem vistos, exorta seus seguidores a fazerem suas orações em recolhimento. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechando tua porta, ora ao teu Pai que está lá, no segredo; e o teu Pai, que vê no segredo, te recompensará” (Mt 6:6).

O que é apresentado como sendo externo, o quarto, refere-se a algo interno, o coração. Mestre Jesus nos exorta a retirarmos nossa consciência para o âmago de nosso ser, simbolizado por aquele órgão. Fechar a porta, significa fecharmos a entrada das percepções do mundo exterior para a nossa consciência, inclusive o fluxo de pensamentos. Isso eqüivale à quinta etapa da ioga de oito passos de Patanjali, o recolhimento interior (pratyahara).

Orar em segredo ao Pai significa permanecer em absoluto silêncio, sem palavras e pensamentos, no que é conhecido na tradição monástica como sendo o estado de contemplação. Com essa total aquietação da mente criamos as condições para que a pura luz da intuição possa atravessar a mente e gravar no cérebro o conhecimento superior, a maravilhosa recompensa do Pai.

Os místicos de todos os tempos praticaram a meditação contemplativa.

As descrições de Teresa de Ávila são extremamente reveladoras. João da Cruz, em sua obra, A Chama Viva do Amor, descreve a transição das práticas de devoção sentimental para a intimidade com Deus.

Quando a alma não mais se compraz com suas práticas devocionais tradicionais, ela passa a ansiar por algo mais. Esse é o ponto de partida para um novo relacionamento com o Pai. A alma abandona, então, as antigas práticas e entregar-se a Deus sem demandas e em silêncio. Inicia-se um período de descanso em Deus, em que nada parece acontecer. A alma entrega-se a Deus sentindo uma profunda paz. Ainda que esse período de relativa aridez possa durar semanas, meses ou mesmo anos, se o praticante realmente se entregar a Deus, mais cedo ou mais tarde encontrará o Bem Amado, não como imaginava que Ele fosse, mas como Ele é na realidade.

A oração e a meditação devem ser praticadas diariamente, para que seus efeitos de elevação de consciência possam ocorrer. Mas, para entrar no Reino não basta alcançarmos esporadicamente alguns instantes de elevação espiritual. O Reino foi descrito como um estado de crescente sintonia com Deus. Essa sintonia deve ser estabelecida e mantida durante todo o dia. Paulo provavelmente referia-se a isso quando disse, na linguagem de seu tempo, que devemos orar sem cessar (1 Ts 5:17).

Não devemos imaginar que Paulo, o grande ativista, estivesse exortando seus discípulos a abandonarem seus deveres para ficar orando dia e noite. O que estava sendo recomendado era o que veio a ser conhecido mais tarde, na tradição cristã, como a prática da lembrança de Deus.

Devemos procurar voltar o nosso coração, a nossa lembrança, para Deus durante todo o dia, exatamente como fazemos quando estamos apaixonados por uma pessoa. Por isso foi dito: “Permanecei em mim como eu em vós” (Jo 15:4). O Cristo interior está sempre conosco, o que falta é nos voltarmos para Ele também. Essa sintonia é tão importante que o Divino Instrutor nos prometeu: “Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vós o tereis” (Jo 15:7).

Quando o praticante se engaja no processo de lembrança de Deus, ainda que inicialmente de forma imperfeita e com lapsos freqüentes durante o dia, ele inicia uma nova etapa no caminho. Antes ele lutava contra seus demônios interiores sozinho.

Agora terá um aliado permanente a seu lado, o próprio Senhor do universo, a luz infinita que automaticamente repele a escuridão, a onisciência divina que vence toda ignorância. A partir de então o progresso será muito mais rápido, porque a verdade é incompatível com a falsidade do mundo, e o Amor, com o egoísmo da personalidade.

Como Deus é verdade e amor, enquanto estivermos sintonizados com ele, as vibrações distorcidas do mundo material não terão lugar em nosso coração. Estaremos vivendo, então, numa vibração elevada, praticando naturalmente as virtudes divinas e avançando no Caminho da Perfeição.

Além das práticas da oração, meditação e lembrança de Deus, encontramos nos evangelhos referências a certos rituais. A tradição esotérica sustenta que Mestre Jesus usava dois tipos de rituais, aqueles realizados com a participação de um grupo de discípulos e os de caráter iniciatório, que eram conferidos individualmente na medida em que o discípulo tornava-se capacitado para aquela expansão de consciência transformadora.

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