segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O que fazer para melhorar o Cérebro?




No desenvolvimento de uma sessão maçônica há um período destinado para apresentação de trabalhos, seguidos de debate, de assuntos de doutrina ou filosofia, legislação, história, instruções, simbologia maçônica ou de assunto técnico, científico, artístico e cultural, de interesse da Ordem Maçônica, denominado Tempo de Estudos. Este não pode ser suprimido, sob nenhum pretexto ou argumento. É a parte da sessão destinada ao aperfeiçoamento cultural de seu quadro.

Reunido com a maçonaria do Vale do Meia Ponte, no último dia 19 de fevereiro, com as Lojas de Inhumas, “Vigilância e Fraternidade, “Otávio Balestra e Eterna Vigilância”, esta da potência Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás, “Narceu de Almeida”, de Itauçu, “Estrela de Araçu” e “Vitória da Razão”, de Itaberai e tive a feliz oportunidade de ouvir e aprender através de um Tempo de Estudos de alto significado cultural, científico e espiritual, proferido no templo da Loja “Vigilância e Fraternidade”. O trabalho foi apresentado pelo maçom, advogado e escritor Eurípedes Silveira, filho de Torquato Silveira Júnior “Catim”, liderança da Doutrina Espírita, que marcou em sua última encarnação e marca sua iluminada trajetória, pela fundação da "Casa do Caminho", em plena atividade de acolhida e apoio, fundada por ele em 1960.

Eurípedes Silveira buscou a “Revista Poder Joyce Pascowitch”, que trata de ciência, política, economia, negócios, tendo como foco personagens consagrados em sua área de atuação, expondo um ponto de vista mais aprofundado sobre as histórias de vida dos entrevistados.

Fez uma abordagem muito interessante e atrativa sobre uma entrevista do neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho, filho do lendário neurocirurgião Paulo Niemeyer e sobrinho do arquiteto Oscar Niemeyer. Deu conhecimento das perguntas, respostas e foi interpretando-as com muita sabedoria.
Penso que ao transcrever alguns questionamentos da referida revista ao cientista e médico, possibilito aos que não se encontravam naquele evento e aos não maçons, uma veiculação e abordagem importante e profunda declaração pedagógica. Muito clara, vinda de um profissional que transmitiu o seu pensamento destituído de vaidade ou foco personalístico. O fez com conhecimento vasto, porém com extrema simplicidade.

Sobre o cérebro, disse quando questionado “O que fazer para melhorar o cérebro”?

“Você tem de tratar do Espírito. Precisa estar feliz, de bem com a vida, fazer exercício. Se está deprimido, reclamando de tudo, com a autoestima baixa, a primeira coisa que acontece é a memória ir embora; 90% das queixas de falta de memória são por depressão, desencanto, desestímulo. Para o cérebro funcionar melhor, você tem de ter motivação. Acordar de manhã e ter desejo de fazer alguma coisa, ter prazer no que está fazendo e ter a autoestima no ponto”.

“O que a cabeça tem haver com a alma”?
Assim respondeu: “Eu acredito que a alma está na cabeça. Quando um doente está com morte cerebral, você tem a impressão de que ele já está sem alma… Isso não dá para explicar, o coração está batendo, mas ele não está mais vivo. Isto comprova que os sentimentos se originam no cérebro e não no coração”.

Questionado se a vida moderna atrapalha, assim se manifestou: “Não, eu acho a vida moderna uma maravilha. A vida na Idade Média era um horror. As pessoas morriam de doenças que hoje são banais de ser tratadas. O sofrimento era muito maior. As pessoas morriam em casa com dor. Hoje existem remédios fortíssimos, ninguém mais tem dor”.

“Existe algum inimigo do bem funcionamento do cérebro”?
“O exagero. Na bebida, nas drogas, na comida. O cérebro tem de ser bem tratado, como o corpo. Uma coisa depende da outra. É muito difícil um cérebro ir muito bem num corpo muito maltratado, e vice-versa”.
Quanto à indagação de que seremos a última geração que vai envelhecer, respondeu: “Acho que vamos morrer igual, mas vamos envelhecer menos. As pessoas irão bem até morrer. É isso que a gente espera. Ninguém quer a decadência da velhice. Se você puder ir bem de saúde, de aspecto, até o dia da morte, será uma maravilha”.

E complementou, sobre o funcionamento cerebral dos jovens de hoje: “O cérebro vai se adaptando aos estímulos que recebe, e às necessidades. Você vê pais reclamando que os filhos não saem da internet, mas eles têm de fazer isso porque o cérebro hoje vai funcionar nessa rapidez. Ele tem de entrar nesse clique, porque senão vai ficar para trás. Isso faz parte do mundo em que a gente vive e o cérebro vai correndo atrás, se adaptando”.
Fecha a entrevista com inimaginável sabedoria, ao ser perguntado: “Você acredita em Deus”?
“Geralmente depois de dez horas de cirurgia, aquele estresse, aquela adrenalina toda, quando acabamos de operar, vai até a família e diz: “Ele está salvo”. Aí, a família olha pra você e diz: “Graças a Deus!”. Então, a gente acredita que não fomos apenas nós, que existe algo mais, independentemente de religião”.
Obrigado doutor Paulo Niemeyer pela lição.

Obrigado Eurípedes Silveira por ser instrumento de repercussão da entrevista na “Revista Poder Joyce Pascowitch”. Obrigado a você, meu caro amigo leitor de todos os sábados pela meditação de toda essa entrevista.

Eurípedes Barbosa Nunes
GME Grande Oriente do Estado de Goías / GOB
Publicado no Jornal Diário da Manhã, edição de 23 de fevereiro de 2013

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