segunda-feira, 22 de abril de 2013

O grau da Marca


Por Wagner Veneziani Costa


Conhecida também   como o  Grau  da  Amizade.  A  Sessão é   dividida   em   duas   partes: O candidato passa pelo cerimonial  onde  é  reconhecido como  Homem  da  Marca  e  posteriormente  é  Avançado como Mestre Maçom da Marca. O Grau da Marca era um complemento do grau de companheiro. Nessa ocasião era costume, um companheiro de pedreiro, escolher uma marca que  fosse  diferente  de  todas  usadas  por  quaisquer  outro naquela Loja. A Lenda do grau é singularmente instrutiva e bem fundamentada nas declarações das Sagradas Escrituras. Seu maior ensinamento é que “a educação é o prêmio do trabalho que contém uma mensagem dramática - de que a fraude nunca poderá ser bem-sucedida.”

A sua estrutura e qualificação é assim:

Venerável Mestre; Primeiro Vigilante; Segundo Vigilante; Mestre Supervisor; Primeiro Supervisor; Segundo Supervisor; Capelão; Tesoureiro; Fiel de Registro; Secretário; Diretor de Cerimônias; Primeiro Diácono; Segundo Diácono; Guarda Interno e Guarda Externo.

Há evidências da existência do Grau da Marca na Escócia em 1599, mas, conforme os antigos registros ingleses, a Maçonaria da Marca foi introduzida em 1º de setembro de 1769, no Royal Arch Chapter nº 257, em Portsmouth, quando Thomas Dunckerley avançou certos Irmãos como Homens e Mestres da Marca, com cada um escolhendo sua própria marca.

Esse Grau foi trabalhado em muitas Lojas simbólicas, inclusive sob a autoridade da Antiga Grande Loja de York, mas, com o evento da União entre os Antigos e os Modernos em 1813, o Grau da Marca foi excluído completamente, com o reconhecimento somente dos três Graus simbólicos, incluindo-se o Santo Arco Real.

Porém, muitas Lojas continuaram a trabalhar esse Grau na Inglaterra, e vários Irmãos de Londres obtiveram uma Carta Constitutiva do Bon Accord Chapter de Aberdeen autorizando-os a conferir o Grau da Marca.

Isso criava consideráveis dificuldades administrativas para as Lojas da Marca em Londres, já que as autoridades soberanas estavam na Escócia; e para legitimar a sua causa, muitos dos antigos maçons da Marca que estavam preocupados com o problema formaram a sua própria Grande Loja em junho de 1856, indicando o lorde Leigh como o seu primeiro Grão-Mestre.

Sucedeu-se um período de desconforto e desarmonia, mas felizmente, em torno de 1860, um “acordo” foi realizado, estabelecendo um cerimonial comum entre a Grande Loja da Marca Inglesa e o Grande Capítulo da Escócia; e vagarosamente esse Grau cresceu em popularidade, tornando-se, com o Arco Real, um dos mais bem-sucedidos e defendidos Graus na Maçonaria. Atualmente existem mais de 1,5 mil Lojas da Marca sob a Constituição inglesa, como também seis Grandes Lojas “filhas”, derivadas, sendo interessante notar que um grande número de Irmãos que alcançaram proeminência na Maçonaria Simbólica não foram menos proeminentes na Marca.

Por Wagner Veneziani Costa
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