sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Loja Quatuor Coronati

Esta Loja, registrada sob o nº 2076 na Grande Loja Unida da Inglaterra, tem o orgulho de manter o lugar de primeira Loja de Pesquisa Maçônica do mundo. Está localizada em Londres e seus membros são todos reconhecidos como sendo os mais notáveis conhecedores de assuntos sobre Maçonaria.

Os tratados, os artigos da Loja, ou seja, os “Arts Quatuor Coronatorum” são totalmente aceitos como os mais competentes no assunto. Há um Circulo de Correspondentes no mundo todo

A Loja tem também prestado enorme serviço à Ordem através de publicações  de cópias exatas de importantes manuscritos, os Old Charges, etc.

Os “quatuor coronati” (os quatro mártires coroados, apesar de que na verdade eram nove (09) na estória relatada) tem sido por longo tempo considerados como os Santos Patronos da Ordem Maçônica.

A breve estória sobre eles é a seguinte: o Imperador Dioclesiano visitou as pedreiras de Pannonia onde haviam quatro profissionais altamente qualificados na “Arte de Esquadrejar Pedras”. Eles eram Cristãos e mantinham isso em segredo, fazendo todos seus trabalhos em Nome do Senhor. A eles foi unido um outro profissional, de igual comportamento, inspirado no exemplo dos outros quatro.

Esses trabalhadores recusaram os pedidos do Imperador de fazerem uma estátua do deus pagão Aesculapius. Foram martirizados sendo colocados em caixões de chumbo e jogados no rio.

Dioclesiano tinha um Templo erigido a esse deus pagão e ordenou a seus soldados de fazerem oferendas a esse deus. Quatro soldados também cristãos se recusaram e, consequentemente, foram martirizados por açoitamento até a morte.

Alguns anos mais tarde, uma Igreja foi erigida e dedicada aos “Quatro Mártires Coroados” (Four Crowned Martyrs), apesar de comemorarem o total de nove mártires.

A referencia de estarem sendo “coroados” se presume estar  ligado com o dito popular “a coroação do mártir”  dando a entender as ricas gratificações para todos aqueles que morrem pela fé.



Alfério Di Giaimo Neto - MI
Fonte: www.redecolmeia.com.br

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

GRÃO-MESTRE GERAL ABRE SEMANA DE COMEMORAÇÃO AO DIA DO MAÇOM EM CAMPINAS

O Soberano Irmão Marcos José da Silva, Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, abriu a semana em comemoração ao Dia do Maçom, em Campinas - São Paulo, na Loja "Inconfidência 3º Milênio", com o tema: "O Maçom e a Maçonaria Regular no Mundo".

Versou sobre regularidade, explicando de forma simples e objetiva os esforços empreendidos pelo Poder Central, pelos Grandes Orientes Estaduais e pelas Lojas Federadas, o que foi reiterado através das pranchas 110 e 112 a respeito das regras  de intervisitação.

Sessão realizada no dia 18 de agosto no templo em conjunto com as Lojas  "Nova Ordem do Século", quando seus Veneráveis Mestres, irmãos João Hermes Marques de Toledo e Márcio Rogério Barbosa receberam o Soberano Grão-Mestre, em nome das Lojas de Campinas.

Entre os mais de 100 irmãos presentes estavam os Secretários Gerais da cidade de Campinas Eminentes irmãos Antonio Gavioli (Secretário Geral de Gabinete), Ronaldo Fidalgo Junqueira (Secretário Geral de Administração e Patrimônio), os Poderosos irmãos Edison Barsanti (Secretário Geral de Educação e Cultura Adjunto), Antonio Augusto Pires de Oliveira (Secretário Geral de Gabinete Adjunto), Alexandre Arthur Hamparian (Secretário Geral de Previdência e Assistência Adjunto), Poderoso irmão José Emílio Coelho Chierighini, membro do Conselho Federal . Os Deputado Federais, Poderosos irmãos Renato de Freitas, Ciro Henrique Possidônio, José Augusto Moreira Lema, Venâncio Lopes, Antonio Salmasi, José Meneghini, Sérgio Bertagnoli. Decano do Conselho Estadual, Venerável irmão Sinval Roberto Dorigon. Os Deputados Estaduais, Veneráveis irmãos Jomar Rodrigues Soares e Marcionílio Gondim Filho. Secretários Estaduais Adjuntos, os ilustres irmãos Osmar Luis Armiato (Ritualística) e Reinaldo Shishido (Entidades Paramaçônicas). Presentes também os Veneráveis Mestres Gabriel Kfouri, Artur Trindade Costa, Nestor Rodrigues da Silva, Alvaro Gomes Martinatto, Vagner Braga, Ramon Cobra, Gercindo Zarpelon, Flavio Paci, André Vieira Filho, Nelson Cesar Tavares da Costa, Flavio Minori, Márcio Barbado.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Maçom do GOSP, Rodrigo Cardoso, Assume o mais Alto Posto da Ordem DeMolay Brasileira

Em 28 de maio de 1994, o Rodrigo Cesar Cardoso iniciava na Ordem DeMolay, sem imaginar como aquele dia mudaria para sempre sua vida. Com uma longa jornada, repleta de desafios e conquistas, foi Mestre Conselheiro do Capítulo Luz do Oriente n. 230, Mestre Conselheiro Regional e Mestre Conselheiro Estadual de São Paulo, 1999, quando foi o jovem responsável por liderar todos os DeMolays Bandeirantes. Ainda, organizou dois Congressos Estaduais da Ordem DeMolay Paulista, fundou a primeira Távola da Ordem dos Escudeiros em São Paulo ( Organização para jovens de 7 a 11 anos )e foi fundador da Associação Alumni 9 de Julho, em 2001, responsável por congregar os DeMolays Seniores de São Paulo.

Iniciando na Maçonaria em 14 de maio de 2005, na A.˙.R.˙.L.˙.S.˙. Fraternidade Universitária Luz do Oriente nº 3559 , jurisdicionadas ao Grande Oriente de São Paulo - GOSP. Seguindo sua caminhada na Ordem DeMolay já como Maçom, chegou a ser o primeiro Ex-Mestre Conselheiro Estadual de SP a chegar ao posto de Grande Mestre Estadual da Ordem DeMolay de São Paulo. Liderando um Grande Capítulo Estadual composto de mais de 3.500 DeMolays Ativos, mais de 1.000 seniores e maçons atuantes. Implementou durante a sua administração um programa de treinamento e capacitação, estreitou os laços da Ordem DeMolay paulista com o GOSP e certificou a Administração do Grande Capítulo de São Paulo com o ISO 9001, sem nenhuma não conformidade.

"Os ensinamentos que obtive dentro da Maçonaria, somados aos valores e virtudes apresentadas pela Ordem DeMolay, foram fundamentais para complementar minha formação moral, me desafiando a ser sempre um homem, um cidadão, um marido e um pai melhor. E as grandes lideranças que conheci no Grande Oriente de São Paulo foram verdadeiras inspirações e exemplos", afirmou o Rodrigo Cardoso.

E nos dias 25, 26 e 27 de julho desse ano, quando completou 20 anos de trabalhos ininterruptos à Ordem DeMolay, assumiu, durante o Congresso Nacional da Ordem DeMolay Brasileira, realizado na belíssima cidade de Porto Velho - Rondônia, o posto de Grande Mestre Nacional do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil/SCODB. Propondo uma administração focada em meta, gestão e resultado, desejando implementar as ações necessárias para tornar a Ordem DeMolay no Brasil ainda mais forte. Tendo como lema para essa gestão: "Juntos Pelo SCODB que queremos", destacando assim, que o SCODB deve ser um reflexo dos sonhados e ideais de todos os DeMolays do Brasil.

Texto: Comissão de Comunicação do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para o Brasil

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

VAMOS FAZER A DIFERENÇA: SANGUE É VIDA, DOE E SALVE A SUA

Campanha realizada pelo Grande Oriente de São Paulo
Essa Campanha tem a finalidade de despertar na consciência do maçom, seus amigos e familiares, a importância de um gesto simples e de amor ao próximo, que é a doação de sangue. Não demandando grandes recursos, e nem tampouco dispêndio excessivo de tempo, contando com o apoio da Grande Secretaria de Entidades Paramaçônicas e das Grandes Secretarias de Comunicação e Imprensa, Relações Internas e Política, expandiremos a campanha para a área empresarial e governamental. Ademais, além da finalidade de conscientização também teremos um banco de dados dos doadores e organizadores, que servirão como auxílio à Pasta da Previdência e Assistência para apoios futuros e chamadas para doação em favor de maçons e familiares que estejam necessitando.
Com a campanha aumentaremos o efetivo de Irmãos e amigos imbuídos nas ações de responsabilidade social e passaremos a ter uma equipe forte e coesa nas futuras ações de cunho social.
Ação:
Mobilizar os Maçons, Entidades Paramaçônicas, bem como integralizar as Secretarias do Grande Oriente de São Paulo, angariando voluntários para a doação de sangue. Podendo-se ainda estender a ação a outros públicos como, familiares de maçons, entidades Civis e apoio das Polícias Civil e Militar, bem como outras Instituições e empresas públicas e privadas.
Período:
A Campanha ocorrerá no período de uma semana compreendida nos dias 08 a 13 de setembro de 2014, devendo cada Loja ou Entidade coletar os dados da campanha e dos doadores, levando em consideração: o número de Maçons e Amigos, distribuição geográfica, condições do "parceiro coletor" e outros fatores que julgar relevante.
Banco de Sangue e Hemocentros
Existem normas que regulam a coleta, armazenagem e transporte de sangue humano. Por isso, é imperioso que haja a parceria com uma entidade devidamente autorizada a realizar o procedimento.
Esse parceiro será responsável pela coordenação da coleta e destinação do material. Nesse viés, torna-se necessário verificar antecipadamente qual a capacidade de coleta do mesmo, para não haver problemas no dia, podendo inclusive dividir os voluntários em grupos menores durante vários dias, de acordo com a capacidade do local, sendo esse, um fator determinante na duração da campanha. 
Alguns hemocentros disponibilizam a possibilidade de comparecer ao local indicado pela equipe de voluntários, podendo ser em uma escola, Loja ou outro local indicado, porém há a necessidade de se ajustar as condições pré-estabelecidas pelos coletores.
Comunicação e Divulgação:
O sucesso desse tipo de mobilização depende muito da divulgação prévia, tanto em termos de exposição, quanto de esclarecimento.
Disponibilizaremos assim, no portal do GOSP, os materiais de divulgação para os voluntários produzirem as peças que considerarem mais adequadas. Estarão disponíveis: a arte para confecção de banners, faixas, cartazes, para veiculação nas lojas, empresas, entidades, redes sociais e imprensa local, se for o caso.
Como sugestão, propomos os seguintes meios de comunicação: murais; intranet; reuniões das Coordenadorias; jornais e boletins do Gosp; camisetas; internet, redes sociais, banners; e outros.
Cada Loja ou capítulo deverá ter um responsável pela coleta dos dados e dos doadores, devendo este estar em contato direto com os Secretários de Previdência e Assistência ou Gabinete do Grão Mestre, para dirimir qualquer dúvida.
Da nossa parte expediremos ofícios a entidades Civis e Militares, além da sociedade empresarial e Civil, solicitando o apoio para estes se engajarem na campanha, bem como expediremos ofícios as secretárias de saúde a fim de que os hemocentros se sensibilizem e abram suas portas ao maior número possível de voluntários.
Requisitos para Doação:
• » Estar em boas condições de saúde;
• » Ter entre 16 e 67 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, clique para ver documentos necessários e formulário de autorização);
• » Pesar no mínimo 50kg;
• » Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
• » Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
• » Apresentar documento original com foto emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social).
Impedimentos temporários
• » Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas;
• » Gravidez;
• » 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
• » Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
• » Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
• » Tatuagem nos últimos 12 meses;
• » Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses;
• » Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Tocantins são estados onde há alta prevalência de malária. Quem esteve nesses estados deve aguardar 12 meses;
Impedimentos definitivos
• » Hepatite após os 11 anos de idade; *
• » Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e Doença de Chagas;
• » Uso de drogas ilícitas injetáveis;
• » Malária;
• * Hepatite após o 11º aniversário: Recusa Definitiva; Hepatite B ou C após ou antes dos 10 anos: Recusa definitiva; Hepatite por Medicamento: apto após a cura e avaliado clinicamente; Hepatite viral (A): após os 11 anos de idade, se trouxer o exame do diagnóstico da doença, será avaliado pelo médico da triagem.
Banner da Campanha:



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Vaidade Maçônica

Como diria Caetano : É que Narciso acha feio o que não é espelho !! E Maçonaria infelizmente não é diferente.

Entre os vícios combatidos na Sublime Ordem, está a VAIDADE, pois é, quem diria..... Logo o maçom acostumado ao nem nu e nem vestido, levado a reflexões filosóficas sobre tal estado material.

Mas a Maçonaria tem algo que não concordo, principalmente nas cores e ilustrações de aventais e colares; deveríamos vestir somente o puro, o do aprendizado, pois a senda maçônica não é essa ? do eterno aprendizado ?

Existem vários irmãos que ao iniciar já pensam em quando irão ocupar o trono de Salomão, e quando o ocupam viram donos de loja, sem ouvir ou mesmo submeter sua vontade em detrimento da harmonia geral.

Mas o que leva o maçom a caminho da vaidade ? A própria Maçonaria ? ou o seu entendimento daquilo que seja humildade e fraternidade ?

Muito bem, tenho minha própria tese sobre isso:
1º - Não entendeu o propósito maçônico
2º - Não entendeu que dentro de loja, não existem patentes, títulos profanos e muito menos riqueza.
3º - Vestir um avental não quer dizer que seja um verdadeiro maçom, seu lugar não é ali.
4º - Irmãos cometem erros, de pequena ou de grande proporção, cada qual deve ser julgado de forma verdadeira e imparcial, não importa que seja Delegado, Juiz, Deputado, Prefeito ou sei lá o que.
5º - A justiça está para todos, maçons ou não !! é um direito de todo cidadão !! ser maçom não quer dizer intocável, já foram punidos vários e ainda muitos deverão ser punidos, não só pela ordem, mas pela justiça comum a todos.

Porém, se o mundo fosse perfeito, para que existiria Maçonaria ? não teria razão para existir, só que isso não é desculpa para empáfia.

Participar de Maçonaria não fez e não fará ninguém melhor do que ninguém; a diferença está em compreender o designios do GADU e transformar.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

MAÇONARIA BRASILEIRA EM BRASÍLIA


O Grande Oriente do Brasil é o órgão máximo da maçonaria brasileira, fundado em 17 de junho de 1822, como registrado está em sua constituição, reuniu-se em Brasília, de 13 a 16 de agosto em Suprema Congregação da Federação, órgão das maiores decisões da instituição.

Quanto a Maçonaria, há muita desinformação, uns por se portarem exclusiva e injustamente contra , outros por não estudá-la, emitindo opiniões sem nenhum amparo e fundamento.

De caráter universal, seus membros cultivam os princípios de liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual. É uma sociedade fraterna que admiti homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social, mas exige crença em um princípio criador, Grande Arquiteto do Universo - Deus.

É usual iniciar esclarecimentos sobre a maçonaria, afirmando que é filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Filosófica porque em seus atos e cerimônias trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais, investigando as leis da natureza relacionadas às bases da moral e da ética. Filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano. Progressista, partindo da imortalidade e da crença em uma origem criadora regular e infinita, incentivando o esforço dos seres humanos na busca senão da verdade.

"Sir Oscar Newton", disse há muitos anos, "A maçonaria não é uma obra exclusiva de uma época, pertence a todas as épocas e, sem aderir a nenhuma religião, encontra verdades em todas elas. Não se apoia senão em dois sustentáculos extremamente simples: o amor à Deus e o amor ao homem, que leva em si a divindade e caminha para ela."

O escritor Hélio Moreira, membro do Conselho Federal do Grande Oriente do Brasil, sobre a liberdade para os maçons, assim se expressa, ?A liberdade, para nós maçons, é o fundamento da moralidade e esta é o alicerce das nossas ações, permitindo ou até facilitando que ele, o maçom, ocupe posição de relevo perante a sua sociedade; esta posição carrega em seu bojo uma carga de obrigações que o demanda a compor com os elos desta corrente institucional maçônica que está constituída há muitos séculos e que resistiu à prova do tempo?.

Liberdade, Igualdade e Fraternidade nasceram junto com os iluministas da Revolução Francesa, pois diversos deles se filiaram às lojas maçônicas para terem um lugar seguro, intelectualmente livre e apropriado para discussão de suas ideias libertárias. A maçonaria, com certeza, contribuiu com o iluminismo e este também, com a difusão das ideias maçônicas, lema adotado pela instituição, conforme as aspirações do povo maçônico. É comprometida e não opõe a nenhum obstáculo ao esforço na busca da verdade. Muitos a entendem enganadamente como religião. Não é religião. É sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si, combatendo a ignorância, vício, discórdia, dominação e privilégios.

Em síntese, apenas com abordagens mínimas para chegar ao evento denominado Suprema Congregação Maçônica da Federação - 2014, em encerramento nesta data na Capital Federal, quando temas de importância para a sociedade brasileira, para a instituição maçônica e para o momento em que o país vive, foram discutidos com profundidade, culminando com um posicionamento através de uma "Carta da Suprema Congregação", que é o órgão maior e plenário das grandes decisões do Grande Oriente do Brasil, como aconteceu em toda a história do país e, agora, com o posicionamento do órgão de mais alto nível da Ordem.

Fazem parte da Suprema Congregação Maçônica, que se reune uma vez por ano, a partir da dignidade maior e líder na caminhada, Soberano Grão-Mestre Geral Marcos José da Silva, Soberano Grão-Mestre Geral Adjunto Eurípedes Barbosa Nunes, Assembleia Federal Legislativa pelo seu presidente atual Ademir Cândido da Silva, pelo presidente atual do Supremo Tribunal Federal Maçônico Wanderley Salgado de Paiva, Procurador Geral de Justiça Antônio Adonel de Araújo e pelos líderes regionais de cada Oriente Estadual presentes assim nominados, deraldo Pereira de Oliveira (Paraíba), Antônio Ernani Martins (Tocantins), Amintas de Araújo Xavier (Minas Gerais), Américo Pereira da Rocha (Espírito Santo), Evilásio Teixeira de Carvalho (Grão-Mestre Adjunto da Bahia), Divino Carlos Gouvea (Roraima), Daury dos Santos Ximenes (Pernambuco), Dalmo Wilson Louzada (Paraná), Luís Carlos de Castro Coelho (Goiás), Francisco José de Sousa (Piauí), Lucas Galdeano (Grão-Mestre Adjunto do DF), José Augusto de Araújo Rodrigues (Acre), José de Jesus Bíllio Mendes (Maranhão), José Anízio de Araújo (Ceará), Juraci Jorge da Silva (Rondônia), Júlio Tardin (Mato Grosso), Jorge Colombo Borges (Rio Grande do Sul), Lourival Mariano de Santana (Sergipe), Mário Sérgio Nunes da Costa (São Paulo), Raimundo Farias (Pará), Wagner Sandoval Barbosa (Santa Catarina), Carlos Cesar Batista Sousa (Amazonas), Benilo Alegretti (Mato Grosso do Sul), Delegado do GOB do Amapá Valdim Pereira de Sousa e o Secretário de Gabinete do GOB, Antonio de Deus Gavioli Junior.

Grande Oriente do Brasil que lutou e consolidou a Independência do Brasil, atento está e atua com o equilíbrio e serenidade, através de suas Lojas, Grandes Orientes Estaduais e Poderes e esta Congregação Maçônica, foi o plenário de posicionamentos muito importantes, para a Instituição e o Brasil.
---------------------------------
Artigo do Sapientíssimo Irmão Barbosa Nunes, advogado, ex-radialista, membro da AGI, delegado de polícia aposentado, professor e maçom do Grande Oriente do Brasil - barbosanunes@terra.com.br.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

SUPREMA CONGREGAÇÃO NO GRANDE ORIENTE DO BRASIL – 2014




De 13~16 de agosto de 2014 ocorreu a SUPREMA CONGREGAÇÃO NO GRANDE ORIENTE DO BRASIL – GOB: Art. 191. Compete à Suprema Congregação da Federação: I – propor a definição da posição do Grande Oriente do Brasil perante as políticas públicas; II – discutir e propor soluções sobre assuntos maçônicos de interesse regional dos Grandes Orientes Estaduais e do Distrito Federal; III – discutir e propor soluções sobre assuntos maçônicos de interesse nacional do Grande Oriente do Brasil; IV – propor métodos para resolução de problemas administrativos da Maçonaria nos Municípios, nos Estados, no Distrito Federal e na Federação; V – propor o estabelecimento de metas para o crescimento das Lojas incentivando as iniciações; VI – incentivar a política de assistência social a Maçons e não-maçons; VII – recomendar a participação da Maçonaria nas entidades representativas da educação, saúde, segurança, meio-ambiente e infra-estrutura; VIII – recomendar e incentivar a participação da Maçonaria nos movimentos em defesa da vida, da ética, da moral, dos bons costumes, da soberania nacional e contra a miséria, corrupção, drogas e assemelhados. Art. 192. Nas convocações das reuniões da Suprema Congregação da Federação feitas pelo Grão-Mestre Geral, este elaborará as pautas. Art. 193. Nas convocações das reuniões da Suprema Congregação da Federação feitas por metade mais um dos seus membros, estes elegerão comissão para elaboração da pauta. Art. 194. As proposições do plenário da Suprema Congregação da Federação obrigam os vencidos ao seu cumprimento. Parágrafo único. O quorum exigido para a deliberação sobre as proposições é de dois terços dos membros da Suprema Congregação da Federação. Art. 195. As proposições e recomendações decididas favoravelmente pela Suprema Congregação da Federação serão encaminhadas pelo Grão-Mestre Geral às autoridades e instituições a que se destinam, respeitadas as competências constitucionais. Participaram, Marcos José da Silva – Grão–Mestre Geral do GOB, Eurípedes Barbosa Nunes – Grão-Mestre Geral Adjunto do GOB, Ademir Cândido da Silva – Presidente da Soberana Assembleia Federal Legislativa, Antônio de Deus Gavioli Júnior – Secretário-Geral de Gabinete,  Wanderley Salgado de Paiva – Presidente Supremo Tribunal Federal Maçônico,  Sérgio Ruas – Presidente do Superior Tribunal Eleitoral,  Antônio Adonel Gomes de Araújo – Procurador Geral do GOB,  Aderaldo Pereira de Oliveira – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Paraíba,    Américo Pereira da Rocha - Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Espírito Santo, Amintas de Araújo Xavier - Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Minas Gerais, Antônio Ernâni Martins - Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Tocantins, Benilo Alegretti - Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado de Mato Grosso do Sul, Carlos César Batista Sousa – Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Amazonas, Dalmo Wilson Louzada – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Paraná, Daury dos Santos Ximenes – Grão-Mestre do Grande Oriente de Pernambuco, Divino Carlos Gouvêa – Grão-Mestre do Grande Oriente Estadual de Roraima, Eviládio Teixeira de Carvalho – Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente Estadual da Bahia, Francisco José de Sousa – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil - Piauí, Jorge Colombo Borges – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Sul, José Anízio de Araújo – Grão-Mestre do Grande Oriente Estadual do Ceará, José Augusto de Araújo Rodrigues – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Acre, José de Jesus Bíllio Mendes – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil no Maranhão, Júlio Tardin – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Mato Grosso, Juraci Jorge da Silva – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil - Rondônia, Lourival Mariano de Santana – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil - Sergipe, Lucas Francisco Galdeano - Grão-Mestre Adjunto do Grande Oriente do Distrito Federal, Luiz Carlos de Castro Coelho – Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado de Goiás, Mário Sérgio Nunes da Costa – Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo, Raimundo Farias – Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Pará, Valdim Pereira de Souza – Delegacia do GOB em Amapá, Wagner Sandoval Barbosa – Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil – Santa Catarina, participaram da abertura, a Presidente da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul Flora Rio Mendes, com cerimonial realizado pelo Chefe de Gabinete do GOB, Antônio Gavioli. Em nome dos Grão-Mestres Estaduais falou o Eminente Marios Sérigos Nunes da Costa (Grande Oriente de São Paulo).

ENCERRADA A CONGREGAÇÃO COM GRANDE ÊXITO

Na tarde de sábado, dia 16 de agosto, sob a presidência do Grão-Mestre Geral Marcos José da Silva e após intensos debates sobre assuntos dos mais importantes, foi encerrada a Suprema Congregação da Federação - 2014, com presenças dos Grão-Mestres Estaduais, Grão-Mestre Geral Adjunto Barbosa Nunes, Presidente da Assembleia Federal, Ademir Cândido e do coordenador do evento, Antônio Gavioli.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Liberdade, Igualdade e Fraternidade


Nós sabemos que a Maçonaria no mundo teve duas vertentes principais: a Inglesa e a Francesa. No Brasil, apesar de estarmos estritamente ligados com a Grande Loja Unida da Inglaterra, e reconhecidos por ela, a nossa origem é francesa, igualmente como todas as Obediências Maçônicas dos paises da América Latina.

É, portanto, muito comum ouvirmos nas Lojas brasileiras a trilogia “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, o que não é comum nas Lojas dos EUA, ou na Nova Zelândia, por exemplo, locais onde a origem foi inglesa.

Muitos Maçons alegam que essa divisa maçônica., foi usada durante a Revolução Francesa, em 1789, provando que esta última foi articulada e planejada pela Maçonaria.

Nada mais falso! Vejamos o que nos diz o historiador maçônico Alec Mellor, francês, em seu “Dicionário da Francomaçonaria e dos Francomaçons”:

“É inteiramente falso que essa divisa republicana seja de origem maçônica. Louis Blanc e outros autores pretenderam que o seu inventor teria sido Louis Claude de San Martin, o “filosofo desconhecido”. O historiador mais autorizado da vida e do pensamento desse ultimo, Robert Amadou, mostrou que ele não o foi”.

“A senhora B.F.Hyslop examinou uma boa quantidade de diplomas maçônicos emitidos de 1771 a 1799 na Biblioteca Nacional. Encontrou somente dois nos quais as três palavras encontram-se reunidas. Quase todos comportam: “Salvação-Força_Uniao”, ou falam do Templo onde reinam “o Silencio, a União e a Paz” (ver Anais da Ver. Francesa, jan. 1951)”.

“A 1ª Republicana empregou bastante a divisa: “Liberdade, Igualdade ou a Morte”, mas não é preciso dizer que tal programa ideológico jamais foi o da Francomaçonaria. Somente na 2ª Republica apareceu a “divisa tripla””.

“Não foi a Republica que tomou a divisa emprestada da Maçonaria, mas sim esta ultima que a tomou emprestada da Republica”.



O Mestre Castellani nos diz, em seu “Consultório Maçônico”, editora A Trolha:

“A trilogia foi tomada da 2ª Republica Francesa, instalada após a revolução de 1848, e não como muitos pensam, da 1ª Republica, proclamada em 1893, algum tempo depois da Revolução Francesa, já que a divisa era “Liberdade, Igualdade, ou a Morte””.

“Não é verdade, portanto, como costumam afirmar Maçons ufanos, que essa divisa republicana tenha origem maçônica, já que ocorreu foi exatamente o contrario: a divisa maçônica é que tem origem na Republica Francesa”.



Seria muito bom para todos os Maçons do mundo:

·         Se a Liberdade fosse melhor entendida e que se respeitasse os limites do próximo, pois nossa liberdade termina onde começa os direitos de nosso Irmão.

·         Se a Igualdade fosse disseminada com mais intensidade e a diferença entre os Obreiros fosse minimizada e que todos ficassem no mesmo Nivel.

·          Se a Fraternidade, esteio básico para que possa existir a Maçonaria, fosse bem entendida e aplicada.



Alfério Di Giaimo Neto - MI

Via www.redecolmeia.com.br

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Maçom, esse desconhecido.



O Homem é um ser complexo, estranho e imperfeito.

Às vezes se julga senhor do mundo e às vezes em depressão, ou quando algo em sua vida não está bem se sente muito pequeno inútil e destruído. Em seus momentos de fantasia, aspira ser Deus, sendo que jamais poderá vir a sê-lo.

Quer ser imortal, pois não admite a morte, mas nunca se lembra que se perpetua através de seus gens em seus descendentes.

É um ser gregário, aliás, condição vital para sobreviver.

Desde os tempos das cavernas ele aprendeu a viver em grupo.

É curioso. Pergunta muito, muito embora não tenha respostas para causas maiores de sua existência. Isto lhe traz um conflito existencial muito grande. Quer conhecer a todo custo o que se passou com as civilizações anteriores e quer entrar em contato com seres inteligentes do Universo.

Explora o Cosmo como um todo e em particularidades, explora a própria Terra, em busca de suas raízes, suas origens, sem tê-las conseguido até a presente data.

Desconhece a razão da vida e da morte, e temeroso diante das forças telúricas e universais passou a respeitar, venerar e até idolatrar o criador invisível de tudo. Ai reside o princípio religioso da maioria dos Homens, mais pelo temor da grandiosidade que o cerca, que pela sua inteligência, a qual é limitada.

É um ser vicissitudinário. Em sua mente existem milhões de fantasmas de ideias, de sonhos, de tal forma que ele muda sempre, para uma evolução maior ou menor, mas amanhã nunca será o mesmo de hoje. Nunca será o mesmo em todas as épocas de sua vida, embora mantenha suas características de personalidade.

Nos últimos séculos e especialmente no último, sofreu todas as influências possíveis e imagináveis quer pela evolução do próprio pensamento humano quer pelos verdadeiros saltos científicos dados pelas invenções e pelas tecnologias modernas. O meio intelectual e moral foi mergulhado e envolvido por estas descobertas. No último século o desenvolvimento científico da Humanidade foi maior que em toda a história da atual civilização e civilizações anteriores.

As descobertas científicas aconteceram e acontecem sem qualquer antevisão do futuro.

As suas consequências não previsíveis dão forma para a nossa atual civilização. Quer dizer, não há uma programação objetiva e direta direcionada a um ponto futuro para conduzir a Humanidade. A ciência empurra o homem. Às vezes ele não sabe aonde irá parar. Os cientistas não sabem para onde estão indo e nem aonde querem chegar. São guiados por suas descobertas, às vezes imprevistas e, grande parte por acaso. Cada um destes cientistas representa o seu próprio pensamento estabelece suas próprias diretrizes para si e para a sociedade.

Por analogia, o mesmo caso acontece com a Internet.

Não sabemos o que irá acontecer. Teremos que “pagar” para ver.

O Homem estuda desesperadamente as leis da natureza, estas, deveriam só ter valor quando chegassem até ele diretamente, não filtradas pelo véu intelectual repleto de costumes incorretos e tendenciosos, chegando assim a sua mente sem preconceitos, consumismos, conformismos e distorções. Aí ocorrem os sofismas, especialmente dirigidos por interesses financeiros manipulados por grupos multinacionais.

O comportamento humano em função destes fatores muda verticalmente de tempos em tempos, ao sabor de uma mídia controlada por estes grupos, que explora as invenções da maneira que mais lucro lhes dá, dando uma direção equivocada à Humanidade em muitos setores. E esta praga ataca o Homem na política, na religião, no comércio e em todos os segmentos da vida, e ainda no que é mais complexo, no seu relacionamento.

O Homem é um ser emocional, agressivo, intuitivo e faz pouco uso da razão para resolver seus problemas. Age mais pela emoção.

Konrad Lorenz, prêmio Nobel de 1973, zoologista austríaco admite que a agressividade do Homem seja uma herança genética de seu passado animal e que o Homem não seria fruto do meio em que vive. As guerras para ele, serão inevitáveis por maiores que sejam as conquistas sociais e científicas da Humanidade. Apesar de ter sido combatido pela maioria dos psicólogos do mundo inteiro, ele parece ter razão. As guerras continuam existindo e a forma de destruição do próprio Homem cada vez mais sofisticada. A invenção mais moderna de autodestruição chama-se terrorismo.

Os Homens para se organizarem criaram regras disciplinares e entre elas a Ética e a Moral, que tanto se escreve a respeito e há autores que as consideram a mesma coisa.

Anatole France em seu livro “Os deuses têm sede”, cita que o que chamamos de Moral não passa “de um empreendimento desesperado de nossos semelhantes contra a ordem

universal, que é a luta, a carnificina e jogo cego dos contrários”.

“A Moral varia na cronicidade das épocas, pois o que serviu para nossos pais, não serve para nossos filhos” (Mazie Ebner Eschenbach).

A Moral seria, pois, para entendermos melhor, o estudo dos costumes da época e a Ética, a ciência que regula as regras pertinentes.

Os Homens ditos civilizados costumam afirmar que a Ética é um princípio sem fim.

Mas o mesmo Homem que é um ser competitivo, agressivo, emocional e que seria capaz de destruir a si e ao mundo em determinadas situações, ele também é em outros momentos bom, caridoso, compreensivo, leal, capaz de gestos de desprendimento em favor de seus semelhantes.

Dentro desta dualidade se procura ainda que de forma muito superficial, traçar uma pálida silhueta do Homem, já que é impossível descreve-lo profundamente como um todo.

Todo Maçom é um Homem, pelo menos no sentido genérico e, como tal não escapa as especificações boas ou más citadas na descrição deste perfil traçado.

A Maçonaria traz a esperança de mudar os Iniciados para melhor. Isto até chega acontecer verdadeiramente para poucos, e estes entenderão que a Ordem é antes de tudo uma tentativa de levar os adeptos ao seu autoconhecimento e ao estudo das causas maiores da vida e que também sua função no mundo atual será político-social.

Entenderão que a Maçonaria é para eles uma forma de evolução ética, moral e espiritual.

Um outro grupo de Maçons vive nesta ilusão, mas não vai de encontro a ela. É medíocre e conformado, aceita tudo, mas sabe muito bem a diferença. Apenas por uma questão de não duvidar, aceitar as coisas erradas passivamente, e por preguiça mental letárgica não luta e espera que as coisas aconteçam. Porem, a maior parte dos Maçons jamais entenderá o desiderato verdadeiro da Ordem.

Jamais entenderá esta meta, mas acreditará equivocadamente de que a está conseguindo.

A maioria dos Maçons não lê, não estuda, critica os que querem produzir algo de bom, quer saber quem será o próximo venerável, e quer que a sessão termine logo, para “demolirem os materiais” e sorverem o precioso líquido que traz eflúvios etílicos, das “pólvoras amarela e vermelha”, nos “fundões” das lojas, onde excelentes Irmãos cozinheiros preparam iguarias divinas.

Até nem podemos condená-los, já que são Homens e como tal não são perfeitos.

Os Maçons de um modo geral trazem para dentro das Lojas, todas as transformações e influências que existem no mundo profano, e sem se aperceberem, tentam impor suas verdades como se fossem as verdades ditadas pela Ordem.

Está havendo um grande equívoco na Maçonaria atual, pois esta tem em seus princípios valores antigos tradicionais aparentemente conservados através dos rituais, costumes escritos, constituições etc., que muitos Maçons têm a pretensão de está-los seguindo, sem que isto seja verdade.

O que acontece em realidade é que a maioria destes valores acabam sendo letras mortas, pois o Maçom na sua condição de Homem que recebe todas as influências citadas do mundo profano, especialmente no terreno das comunicações, informações e do moderno relacionamento humano, traz para o seio da Maçonaria, tudo o que ele está sofrendo e se envolvendo fora das lojas, tais como a competitividade desleal, o consumismo exagerado, a agressividade incontida, a ganância pelo poder, a vaidade auto idólatra, enfim uma série de situações que ele mais cedo ou mais tarde, quando fizer uma análise de consciência, se o fizer, pois a maioria nem isso faz, ele verá que não foi bem isso que ele pretendia da Ordem. Então vem a desilusão total, uma das causas de esvaziamento das nossas lojas.

Fala-se em tradição na Maçonaria, mas em realidade esta foi se distorcendo aos poucos, pois os tempos são outros e tudo muda, e as mudanças ocorrem sem se as apercebê-las, pois muito embora aparentemente ligado ao passado, o Maçom vive o tumultuado mundo presente.

A Maçonaria a exemplo da nossa civilização atual foi, organizada sem o conhecimento da verdadeira natureza do Maçom. Embora feita só para Maçons não esteja ajustada ao real espaço que ela deveria ocupar.

O modernismo, como não podia deixar de ser também chegou na Ordem. Hoje, em muitas lojas não se usam mais as velas e sim lâmpadas elétricas. Os rituais foram acrescidos de práticas que não existiam na Maçonaria primitiva. Os templos se tornaram suntuosos, e ricas colunas os adornam. Acabou-se a simplicidade de outrora. Apareceram cerimônias enxertadas, inventadas, rebuscadas. Tem templos para todos os lados. Um templo às vezes fica ocioso por vários dias da semana, onde poderia ter uma loja funcionando a cada dia e os demais templos construídos com muito sacrifício de alguns, poderiam ser uma escola, um lar de velhinhos, ou qualquer outra modalidade de prestação de serviços enfim, uma obra que depois de construída seria doada a sociedade.

As pendengas políticas entre os lideres da Ordem, chegam a tal rivalidade que com frequência são levadas às barras dos tribunais na Justiça comum.

A ganância pelo poder é um fenômeno bastante frequente na mente de alguns Maçons. Um simples cargo de venerável, às vezes é disputado de forma bastante ignóbil, não maçônica, pelos oponentes. Imaginem então, o que ocorre quando de trata de eleição para o cargo de Grão-Mestre.

Não se concebe e não se justifica que este poder temporal maçônico que em realidade não significa coisa alguma em matéria do Conhecimento que a Ordem pode proporcionar, cause tanta cobiça, tantas situações antimaçônicas, as quais observamos com frequência, sendo que a maioria dos Maçons fingem que não as estão vendo.

Sábio foi um juiz profano que não acatou uma ação de um líder maçônico contra outro, alegando que os problemas de Maçons fossem resolvidos dentro da própria Maçonaria já que a Justiça tinha coisas mais importantes a tratar.

A Maçonaria foi exposta nesta situação, ao ridículo.

Como é triste, como é doloroso, como doe no fundo da alma quando um Irmão torna-se falso, difama, conspira e tenta destruir outro. Às vezes seu próprio Padrinho é o atingido ou um Irmão que tanto lhe queria. E isto sempre ocorre não pela Dialética que é adotada pela Maçonaria que é a arte de poder se expressar e alguém contrariar ou contraditar uma opinião para se chegar a uma verdade, mas tão somente por inveja doentia ou vaidade.

Porem existe o reverso desta análise. Não podemos afirmar que o Maçom como o Homem em si seja totalmente mau. Ele é dual. Foi criado assim. Ele tem o seu lado mau, mas luta desesperadamente para ser bom, sendo que maioria das vezes não consegue. É a eterna luta do Homem. O ofendido altruísta costuma usar a qualidade cristã do perdão e ai volta a abraçar o Irmão que lhe ofendeu. E tudo acaba em fraternidade, às vezes sincera e às vezes falsa.

“A mão que afaga é a mesma que apedreja”. (Augusto dos Anjos)

Não podemos negar que nos causa tanta alegria, quando ficamos conhecendo um Irmão que nos é identificado como tal, onde quer que se esteja. Especialmente longe da cidade onde moramos. E comum este Irmão abrir seu coração, sua residência sua loja. Isto é realmente lindo na Ordem.

É uma satisfação muito grande e uma realidade inconteste.

Outra situação boa que costuma acontecer na Ordem é a hospitalidade fraterna com que somos recebidos em outras lojas não importando a Obediência. Esta situação acontece nas lojas-base, não havendo mais atualmente a discriminação que havia outrora determinada pelos líderes das ditas Obediências. Foi um avanço social dentro da própria Ordem muito importante. Já não existem mais primos, agora somos irmãos de verdade.

O dualismo no Maçom continuará, ele é genético, mas a Maçonaria espera que seus adeptos desenvolvam somente o lado bom. Sua doutrina é toda voltada para esse fim. Então, não culpemos a Ordem, por distorções ou digressões, estas são inerentes ao Maçom, ao Homem imperfeito.

Entretanto, a Ordem deveria mudar o esquema de suas sessões imediatamente. Gastamos ¾ de uma sessão com problemas administrativos. . Aí está o grande mal. É aí que reside a nossa grande falha. Se houvesse uma sessão administrativa mensal, onde uma diretoria capaz resolvesse todos os problemas rotineiros, e as demais sessões fossem abertas e fechadas ritualisticamente, mas sua sequência fosse tão somente de trabalhos apresentados, debates, instruções, doutrinação, temos certeza de que mesmo aqueles Maçons que não leem, não estudam, aprenderiam muito e tomariam gosto pela leitura, pois seriam despertos de um sono que talvez a própria maneira atual de ser da Ordem seja responsável.

Temos acreditar no Homem, no Maçom, mesmo ele não sendo um ser perfeito. Ele desde que devidamente preparado poderá ainda a vir a ser o esteio da Humanidade.

Estamos no momento mal doutrinados. Temos que nos rever e modernizar, o futuro já é hoje.

Vivemos num mundo de informações. Estas não podem ser sonegadas ou deixar de serem assimiladas. Já estamos ficando para trás em muitos segmentos da sociedade.

Não aguentaremos por muito tempo o modelo anacrônico que estamos seguindo se não nos atualizarmos.

Isto qualquer Maçom poderá deduzir, se refletir um pouco sobre a Ordem.

Acreditamos que a Maçonaria redespertará, e que em num futuro bem mais próximo do que imaginamos tudo mudará para melhor. Porque, apesar de todas as influências negativas ou não ela conservou sua essência Iniciática.

E este fator manterá sua unidade simbólica e espiritual perene.

Assim acreditamos...

(*) Autor: Hércule Spoladore – Loja de Pesquisas Maçônicas “Brasil” - Primeiro Membro Correspondente da Loja Francisco Xavier Ferreira de Pesquisas Maçônicas

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MAÇONARIA CONTRA AS DROGAS

É opinião unâmine entre especialistas e estudiosos dos problemas de drogas, que o melhor combate ao seu uso é a PREVENÇÃO, o que significa impedir, dispor com antecipação. Tudo aquilo que pode ser feito ou empreendido antes que a droga chegue.Este é o compromisso do Grande Oriente do Brasil, dos Grandes Orientes Estaduais em todos os Estados Brasileiros e das Lojas Maçônicas em mais de 2 mil municípios. Uma campanha, que cada vez mais se estrutura, não centrada em histórias tristes de ruínas e na mensagem da droga em si. É compromisso em favor de uma vida saudável.

Assim é que o trabalho educativo, humano e pedagógico do Grande Oriente do Brasil, tem sido praticado e recebido por várias instituições públicas, federais, estaduais e municipais; particulares e científicas. Trata-se de um movimento aberto, democrático e que conclama homens e mulheres, maçons ou não, a dele participarem a se tornarem multiplicadores de uma causa em favor da FAMÍLIA, ESCOLA E COMUNIDADE.

Estamos permanentemente construindo um instrumento de capacitação ao trabalho de prevenção ao uso de drogas. Colocamo-nos à disposição de toda a comunidade Brasileira, fazendo um chamamento para que juntos, coloquemos em prática, ações constantes e abrangentes que se apóiem em educadores naturais, que são pais, professores, líderes comunitários e outros.

Procuramos enfocar o assunto Droga com segurança, competência, verdade, abertura e espontaneidade, transmitindo noção clara de que o assunto deve ser abordado em casa, na escola, especialmente no diálogo entre pais e filhos, professores e alunos.

É muito importante chamar a família, o adulto e coloca-lo no centro da discussão, mostrando que o jovem não é causa e sim vítima de um mundo, de um meio social, de um ambiente em que o adulto cultua a droga. Se o adulto não mudar este modelo de vida que oferece, o adolescente terá dificuldades em não criar na sedução do uso. Pais e Educadores só podem desestimular o uso de drogas através do exemplo, da coerência, da alegria de viver e usufruindo as coisas boas da vida, mostrando que é possível resistir desconfortos, dores ou distúrbios emocionais sem usar drogas para fugir à realidade.

Assim, a nossa clientela principal é o Adulto, na figura de pais, professores e líderes comunitários, pois como pontos de referências positivas, serão recebidos como exemplos para a vida dos jovens.

“Não há coisa mais perigosa, do que um bom conselho seguido de um mau exemplo”

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Águia Bicéfala na Maçonaria

Antes que algum maçom venha supor que a “Águia Bicéfala” tenha sido definida e projetada como símbolo pela Maçonaria, vamos esclarecer algo sobre esse assunto, conforme relatado abaixo:
A águia, uma ave de rapina, pelas suas características físicas e temperamento, tornou-se um símbolo adotado pela humanidade, desde a mais alta antiguidade.
Os druidas a consideravam como emblema da Divindade Suprema. Era símbolo no Egito, na Pérsia, Babilônia, Grécia, etc. É mencionada no Antigo Testamento e serviu de insígnia de guerra aos antigos romanos.
É símbolo no Ocultismo e na Cabalá.
Na Maçonaria, por estar aliada à força, a decisão, a superioridade e a inteligência, é tida como símbolo da grandeza, da sabedoria, da liberdade e do poder (N. Aslan).
A cabeça da Águia representava, nos primórdios, o poder de um Imperador sobre seu Império. Quando um Imperador tinha dois Impérios, seu poder era representado por uma águia de duas cabeças. Foi o caso do Imperador Romano que dividiu suas áreas dominadas em dois impérios: o Império do Ocidente e o Império do Oriente.
O Império do Ocidente, baseado em Carlos Magno e seus descendentes, foi chamado de “Santo Império Romano-Germânico” e o do Oriente, com a fundação de Constantinopla, foi chamado de Bizantino.
Outros impérios que igualmente se duplicaram, também usavam a “Águia Bicéfala” como símbolo ou emblema em seus brasões.
Na Maçonaria, essa “Águia Bicéfala” foi adotada no inicio da definição do Rito Escocês Antigo e Aceito, na França, possivelmente em 1758. O Corpo Maçônico que começou a desenvolver a base desse Rito, era chamado de “Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente” e adotou a “Águia Bicéfala” como Símbolo e, assim, ela continua sendo usada no Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Esse sistema “escocês”, conhecido como “Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente”, ou, também conhecido como “Soberana Loja Escocesa de São João de Jerusalém” criou um Sistema de Altos Graus, num total de 25 graus.
Em 1762, esse sistema foi oficializado e esses graus superiores foram chamados de “Graus de Perfeição” e essa escala de 25 graus foi chamada de “Rito de Perfeição” ou “Rito de Héredom” foi levado para a América do Norte, onde se desenvolveu de modo totalmente desorganizado.
Conforme Mestre Castellani, temos: “Diante desse caos existente, um grupo de Maçons, reunidos a 31 de maio de 1801, na cidade de Charleston, no estado de Carolina do Sul, por onde passa o Paralelo 33 da Terra, resolveu acrescentar alguns graus e criar o “Supremo Conselho do Grau 33” que, por ser o primeiro do mundo, denominou-se “Mother Council of the World”. “Marcando o inicio de uma fase de organização e método de concessão dos Altos Graus. Esse primeiro Conselho adotou a divisa “Ordo ab Chao”, o caos em que havia se transformado o emaranhado de Altos Graus, concedidos sem critério lógico, e sem que houvesse um poder organizador e disciplinador”.
 

Alfério Di Giaimo Neto - MI

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

As Duas Colunas Externas dos Templos


Desde as épocas mais remotas da Civilização, a mente humana se volta para os “deuses” na procura de esclarecimentos e auxílio divino para a vida cotidiana.
Temerosos e, consequentemente, devotos, os primitivos ofertavam comidas, objetos e sacrifícios para aplacar a ira dos “deuses” que se manifestava pela intempérie e animais selvagens. O local onde eles faziam essas oferendas era “solo sagrado”, provavelmente, num recanto sombrio de uma floresta, e só os mais “esclarecidos” podiam fazê-las.
Com a evolução e certa estabilidade, o ser humano rudimentar tornou-se observador do céu e do horizonte. E ele começou a perceber que o Sol (sem dúvidas um dos deuses) nem sempre sumia no horizonte no mesmo local. Percebeu que o Sol se deslocava para a direita por um determinado tempo. Parava por um período e retrocedia no sentido contrário e parava novamente, agora no lado oposto. E repetia tudo novamente.
Percebeu, também, que a claridade (horas de sol) variava com esse deslocamento. E, mais importante, associou o tempo frio, a neve, a alta temperatura, as chuvas, etc com esse deslocamento, e com a melhor época de plantio, de enchente dos rios, etc.
Com isso, o “solo sagrado” foi deslocado para o cume de um pequeno monte, onde o sacerdote podia observar o horizonte e verificar onde o Sol estava se pondo e fazer seus presságios dos sinais observados. Para melhor controle, os sacerdotes colocaram nos dois extremos atingidos pelo Sol, duas estacas, que posteriormente se transformaram em colunas.
O “solo sagrado”, agora fixo num determinado local, recebeu para melhor proteção dos sacerdotes (augures) uma cobertura, e posteriormente, paredes feitas de pedras, transformando-se num Templo do passado.
Devo esclarecer que a palavra Templum vem do latim e era a denominação dada a essa faixa do horizonte, entre as duas colunas, onde as adivinhações eram feitas. O Sacerdote contemplava aquela região e tirava as conclusões.
Com o passar dos tempos, os Templos, locais agora onde os adoradores iam rezar e fazer suas oferendas,mantinham na frente, na parte externa, as duas colunas. Virou tradição. Todos os Templos construídos, mesmo sem saber o “por que” daquilo, tinham que ter as duas colunas.

Hoje nós sabemos que o deslocamento do Sol é aparente (quem se desloca é a Terra) e os pontos assinalados pelas estacas são os Solstícios (de Inverno e de Verão) e o meio deles assinala o Equinócio.
Fonte e autor:
Alfério Di Giaimo Neto - MI

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DO 1º SUPREMO CONSELHO DO GRAU 33



A Maçonaria Operativa tinha somente dois Graus: Aprendiz e Companheiro.

Mestre não era Grau e sim uma função que competia ao responsável pela construção. Não tinha quaisquer influências da Alquimia, Cabala, Astrologia, Rosacrucianismo, Ocultismo, enfim, de qualquer segmento esotérico como tal hoje, muitos Maçons pretendem que assim seja. Não tinha Templos, as reuniões, como todos sabem, eram realizadas em tabernas. Durante a reunião de Maçons não se abria qualquer Livro da Lei. Não existia o simbolismo das ferramentas.

Os Símbolos eram desenhados no chão com giz ou carvão. Dois Símbolos que já existiam e constam dos Old Charges eram as Colunas que hoje conhecemos como J e B, mas que, naquela época, não portavam no meio de seu corpo as referidas e polêmicas letras que têm e que geram tanta discussão e que também apresentam outros significados simbólicos um tanto diferentes dos que hoje conhecemos. O Escocesismo ou Escocismo é caracterizado por uma série de Ritos que nasceram na França a partir do ano 1649 e que tiveram um desenvolvimento bastante peculiar e sincrético, recebendo as mais variadas denominações e influências, quer filosóficas, morais, bíblico-judaicas, herméticas, rosacrucianas, templárias, políticas, religiosas e sociais, além dos modismos das épocas dos cavalheiros e gentis-homens das monarquias e reinados e também da História da Humanidade, tudo isto acontecendo num período bastante transformador de costumes.

Em 1725 foi criado o Grau de Mestre e em 1738 ele foi acrescentado oficialmente aos dois primeiros Graus e incorporado definitivamente à Ordem. 

Criaram a lenda de Hiram, a qual sabemos de sobejo não ter compromisso com a realidade histórica ou religiosa e que por sinal ninguém sabe quem foram em realidade seus inventores, mas sabemos que ela levou mais ou menos uns sessenta anos para tomar a redação que hoje conhecemos, bem como suas mensagens ficarem definitivamente consagradas. Se o Grau de Mestre já foi um acréscimo dentro da própria Maçonaria simbólica, achar que os Maçons ficariam satisfeitos com ele sendo o último seria muita inocência nossa.
Enquanto a Maçonaria Inglesa através do seu relacionamento direto com a Igreja Anglicana e com o Estado, permaneceu tradicionalmente ligada à Bíblia, a Maçonaria Francesa numa liberalidade a toda prova, aceitou e adotou uma amálgama de doutrinas de concepções heterogêneas, o que acabou sendo o substrato para o aparecimento dos Altos Graus do Escocesismo ou Escocismo e por continuidade ao Rito Escocês Antigo e Aceito. Se nos ativermos à história do Rito, no início os franceses acompanharam os Modernos das Lojas inglesas, mas começaram a acrescentar progressivamente os Altos Graus. Há quem atribua aos franceses a criação do Terceiro Grau, ou seja o Grau de Mestre.

Alguns autores atribuem um desenvolvimento cronológico na criação dos Altos Graus que seria assim:
seis Graus até 1737, sete Graus até 1747, nove Graus até 1754, dez Graus até 1758, vinte e cinco Graus até 1801 e daí para frente trinta e três Graus.

Entretanto esta cronologia é rejeitada por outros. Entretanto a história está aí para nos comprovar, pois como todos os franceses foram acrescentando Graus e mais Graus na Maçonaria no decorrer do século XVIII.
A causa da criação dos Graus acima dos três primeiros é ainda um tanto obscura e divergente entre os autores. Poderia ser de fundo político, ou por interesses pessoais ou a colação de títulos cavalheirescos e pomposos, os quais alimentariam a vaidade dos nobres, ou ainda razões espirituais ou até jesuíticas, já que o jesuitismo era ligado aos Stuarts, caracterizando assim uma causa política. Porém com relação às origens aparecem três possibilidades a saber:
a) O famoso discurso do Cavaleiro Ramsay;
b) O Capítulo de Clermont;
c) O Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente.

Conforme alguns autores, ainda considerando as origens do Rito, referem-se a sete categorias a saber:
1º) Graus Simbólicos primitivos e universais;
2º) Graus de desenvolvimento dos Graus Simbólicos e universais;
3º) Graus baseados no Iluminismo do Tribunal da Santa Vingança ou Santa Vehme;
4º) Graus judaicos e bíblicos;
5º) Graus Templários;
6º) Graus Alquímicos e Rosacrucianos;
7º) Graus Administrativos e Superiores.

Entre as lendas do início das origens dos Altos Graus aparece o Cavaleiro de Ramsay (André Michél – 1686-1743), homem erudito, nascido na Escócia, partidário dos Stuarts, protegido do Bispo de Fenelon com ligações em todas as cortes da Europa, ao qual atribui-se ter sido o inspirador da criação dos Graus Superiores e ter ajudado a elaboração dos Graus Simbólicos. O seu famoso discurso que foi escrito em 1737, mas que talvez nunca tenha sido lido em qualquer Loja, ou apresentado em qualquer assembléia de Maçons, podendo até ser apócrifo segundo alguns autores, pois acredita-se que haja pelo menos quatro versões do mesmo, foi distribuído fartamente em todas as Lojas da França e países vizinhos.

Neste documento Ramsay faz apologia que a Maçonaria seria originária dos Templários, o que não é verdade, tece comentários pela primeira vez enfatizando hierarquia na Ordem, proclama o ideal maçônico na Fraternidade e num mundo sem fronteiras, tentando impingir uma falsa antigüidade e nobreza à Maçonaria. Fez uma proposta às Lojas inglesas para acrescentarem mais três Graus aos já existentes (Mestre Escocês, Noviço e Cavaleiro do Templo). A Maçonaria inglesa rejeitou. Estes três Graus teriam sido, segundo Ragon, criados por Ramsay.

Fez uma proposta às Lojas francesas para que se acrescentassem mais sete Graus Suplementares. Também não foi aceito. Mas de qualquer forma a partir daí começaram as introduções templárias e rosacrucianas e os Altos Graus começaram a aparecer. Muitos autores não aceitam este fato, rejeitam a participação de Ramsay. Entretanto, outros, como Ragon, a apóiam. Segundo Paul Naudon, o fato mais importante acontecido após o polêmico discurso de Ramsay, foi a criação do Capítulo de Clermont pelo Cavaleiro de Bonneville em 1754.

Os Irmãos que criaram este Corpo pretendiam continuar os mesmos princípios da Loja de Saint-Germian-en-Laye, fundada muito tempo antes, ou seja, praticar os Altos Graus, criando sete Graus e opondo-se à política da Grande Loja da França, a qual seria posteriormente dissolvida em 24.12.1772. O Capitulo de Clermont teve uma duração efêmera, sua existência foi muito curta, mas valeu pelas conseqüências, pois uma das suas ramificações foi a fundadora do Conselho dos Imperadores do Oriente do Ocidente, Grande e Soberana Loja de Jerusalém, que organizou um Rito de vinte e cinco Graus chamado Rito de Perfeição ou de Heredom. Seus membros, conhecedores de várias tradições místicas e gnósticas antigas, trouxeram para este Corpo Maçônico as influências templárias, rosacrucianas e egípcias, além de se dizerem herdeiros dos Ritos de Clermont e das correntes escocesas de Kilwinning e Heredom.

Estava assim decretada a influência esotérica na Ordem. Em 1762, sob os auspícios deste Conselho, foram publicados os Regulamentos e Constituição da Maçonaria de Perfeição , elaborados por nove comissários (Constituição de Bordeaux em 21.9.1762). A fundação destas potências mencionadas não nos dão conta nem idéia do processo político-maçônico dos bastidores, das desavenças internas, das histórias e estórias relatadas, das perseguições entre os Irmãos, chegando-se até a agressões, dos interesses pessoais, das vaidades de tal forma que quando analisamos os fatos chegamos à conclusão que muita coisa que acontece no presente já aconteceu no passado. Os homens continuam os mesmos.

A Maçonaria mudou mas os homens não mudaram... Em 1761 o Conselho de Imperadores teria fornecido através do Irmão Chaillon de Joinville, substituto Geral da Ordem e mais oito Irmãos da alta hierarquia que também teriam assinado o documento, uma patente constitucional de Grande Inspetor do Rito de Perfeição ao Irmão Etienne ou Stephen Morin, autorizando-o a estabelecer e perpetuar a Sublime Maçonaria em todas as partes do mundo e investindo-o de poderes de sagrar novos Inspetores.

Chegando à Colônia francesa de São Domingos (hoje Haiti), no mesmo ano pôs-se a trabalhar. Há fortes suspeitas de que este documento seja fraudado. 

Também segundo muitos autores, Etienne teria comercializado estes Altos Graus. Na realidade, o Rito de Perfeição ficou muito mal trabalhado durante mais ou menos trinta anos. Foi esquecido o seu conteúdo esotérico e sua ritualística muito mal usada. Mas de qualquer forma os americanos aceitaram muito bem o Rito, e ainda acharam que os vinte e cinco Graus eram insuficientes para abranger toda a iniciática maçônica.
Morin teria entregue certificados ou carta patente a outros Irmãos e um deles foi um Irmão de nome Henry A. Francken, também de origem judaica, que teria estabelecido o Rito em Nova York. Outro grupo introduziu o Rito em Charleston em 1783. Na mesma colônia francesa São Domingos (Haiti) alguns anos mais tarde apareceram os Maçons, o Conde Alexandre François Auguste de Grasse Tilly e o seu sogro Jean Baptiste Delahogue, os quais posteriormente em 1793 mudaram-se para Charleston. Grasse Tilly já tinha pensado em fundar um Supremo Conselho nesta cidade. Lá encontraram mais dois Maçons: Frederik 
Dalcho e John Mitchel.

Existem autores que afirmam que foi Dalcho quem teve a idéia de criar mais oito Graus, e existem autores que sustentam que o último Grau foi Grasse Tilly quem criou. Assim começou um trabalho de poucos Irmãos sem serem conhecidos nos Estados Unidos e especialmente no mundo maçônico da Europa, e que culminou com a criação de um Rito, calcado em cima do Rito de Heredom ou de Perfeição. Estes quatro Irmãos e mais seis fundaram o primeiro Supremo Conselho do Mundo em 31.5.1801 na cidade de Charleston.

Só que a partir daí surgiu uma das maiores balelas do Rito nascente que só se tornaria conhecida a partir de 4 de dezembro de 1802, quando foi expedida uma circular comunicando o que havia acontecido e divulgando o sistema de 33 Graus e atribuindo que a sua organização teria sido feita em 1786 por Frederico II da Prússia. A versão dada pelo Supremo Conselho da França refere que Carlos Stuart, filho de Jaime III, o qual sendo considerado como chefe de toda a Maçonaria, conferiu o título de Grão-Mestre a Frederico II, o Grande, rei da Prússia (1712-1786) nomeando-o seu sucessor e como tal também chefe dos Altos Graus. Em 1782 ele confirmava as Constituições e Regulamentos de Bordeaux. E daí a quatro anos ele transferia seus poderes a um Conselho de Inspetores Gerais e, ao mesmo tempo, acrescentava mais oito Graus, e em 1786 publicava sua famosa Constituição.

Entretanto esta versão não tem o menor reconhecimento entre os bons autores maçônicos e entre eles Findel, Ragon, Lindsay Rebold, Thory Clavel e tantos outros. Um deles, Rebold, afirma que Frederico foi Iniciado em 15.8.1738 em Brunswich e que em 1744 a Loja "Três Globos" de Berlim, fundada por artistas franceses, foi por ele elevada à categoria de Grande Loja, da qual foi aclamado como Grão-Mestre, exercendo mandato até 1747. Desta época para frente ele afastou-se da Ordem , e quando apareceram os Altos Graus ele não só não os aprovou, como os combateu.

Eles foram introduzidos na Alemanha pelo Marques de Bernez. Então como aconteceu e por que esta grande mentira? Simplesmente, porque o grupo de dez Maçons que fundou um novo Rito, não tinha o respaldo histórico e credibilidade, para se impor perante o mundo maçônico da época, então foi mais estratégico e cômodo atribuir a fundação, em 1786, do Rito Escocês Antigo e Aceito a Frederico da Prússia, imputando, inclusive, ao Rito uma origem anterior: Frederico gozava de boa reputação política, simpático à causa da separação dos Estados Unidos da Inglaterra, inclusive enviando soldados à América para combater as forças inglesas.

Só que em 1801, Frederico já tinha falecido. O interessante é que até a presente data, muitos Rituais dos Graus Superiores mencionam esta balela. 

Estava assim fundado no dia 31.5.1801 nos Estados Unidos, o Rito Escocês Antigo e Aceito, calcado numa mentira histórica, aceita ainda hoje em dia como se fora uma verdade intocável.

DOCUMENTOS BÁSICOS DO ESCOCESISMO OU ESCOCISMO
a) O Discurso de Ramsay em 1738;
b) Constituição de 1762, organizada pelo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente;
c) A Patente de Stefhen ou Etienne Morin emitida em 27.8.1761, assinada pelo Irmão Chailon de Joinville e demais autoridades mandatárias dos Graus Eminentes;
d) Os novos Institutos Secretos e Fundamentais que foram atribuídos de forma inverídica a Frederico II e que, apesar de datarem de 1786, foram elaborados, posteriormente;
e) Constituições, Estatutos e Regulamentos para o Governo do Supremo Conselho dos Inspetores Gerais também levando autoria de Frederico II indevidamente;
f) As resoluções do Congresso de Lausane em 1875.

BIBLIOGRAFIA
1. CASTELLANI, José. Rito Escocês Antigo e Aceito – História, Doutrina e 
Prática.
2. PROBER, Kurt. Fredericus II, o Grande e a Maçonaria.